Membro do BCE descarta retirada dos estímulos “tão cedo”

Do Conselho de Governadores do banco central, o grego Yannis Stournaras considera que ainda "é demasiado cedo" para começar a discutir a retirada dos estímulos monetários.

Com uma taxa de inflação nos 0,5% — longe do objetivo para o qual o Banco Central Europeu (BCE) está mandatado –, ainda é “demasiado cedo” para os responsáveis de política monetária da Zona Euro começarem a discutir uma redução do plano de estímulos, declarou esta sexta-feira Yannis Sournaras, membro do Conselho de Governadores do BCE.

“Claro que a política monetária vai continuar a ser acomodatícias até que a inflação esteja a um nível desejado, que é perto de 2% mas ligeiramente abaixo”, disse o governador do banco central da Grécia em entrevista à Bloomberg TV. “Ainda estamos a larga distância deste objetivo”, acrescentou.

Para este responsável, o BCE representou um papel “bastante substancial” na trajetória ascendente que a inflação na região da moeda única está a apresentar. Também o crescimento está melhor que antes, reforçou o governador grego, considerando que a autoridade monetária está a caminho de cumprir a sua meta, “embora os mercados estejam muito impacientes”.

"Claro que a política monetária vai continuar a ser acomodatícias até que a inflação esteja a um nível desejado, que é perto de 2% mas ligeiramente abaixo.”

Yannis Stournaras

Membro do Conselho de Governadores do BCE

A 8 de dezembro o Conselho de Governadores do BCE, presidido pelo italiano Mario Draghi, deverá anunciar uma decisão acerca do prolongamento do programa de compra de dívida dos governos do euro para lá de março do próximo ano. Draghi disse esta semana que a retoma económica continua bastante dependente dos esforços do banco central. Outros responsáveis são da opinião de que o BCE ainda tem margem para adiar uma decisão quanto ao timing de aperto monetário.

“A abordagem do BCE é de longo prazo. O mercado tem de acreditar no BCE. Estamos a fazer as coisas de forma correta e no dia oito vamos discutir a situação, a nova previsão e vamos decidir então o que fazer”, afirmou o grego.

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