Pedro Nuno Santos, o homem que faz andar a aliança à esquerda

  • Helena Garrido
  • 13 Fevereiro 2017

Pedro Nuno de Oliveira Santos, a completar 40 anos dia 13 de abril, tem a política no sangue. Foi sempre um dos grandes defensores desta solução governativa.

Pedro Nuno de Oliveira Santos, a completar 40 anos dia 13 de abril, tem a política no sangue. Foi sempre um dos grandes defensores desta solução governativa, em que o PS é parlamentarmente apoiado pelos partidos à sua esquerda pela primeira vez na história da democracia portuguesa.

Com a Assembleia da República no centro da governação é ao secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares de António Costa que tem cabido a tarefa de encontrar os pontos de união entre o PS, o PCP, o Bloco de Esquerda e o PEV. Que fazem o governo governar.

Nasceu em São João da Madeira, filho de um empresário. Veio para Lisboa aos 18 anos para estudar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. Aí foi muito ativo nos movimentos e organizações estudantis. Foi membro da Associação de Estudantes do ISEG e do Senado da Universidade Técnica de Lisboa. Entre 2004 e 2008, quando chegou aos seus 30 anos, foi secretário-geral da Juventude Socialista onde já se tinha notabilizado nos encontros promovidos por António Guterres.

A sua vida política tem uma pequena interrupção quando se dedica à empresa da família, a Tecmacal, em São João da Madeira onde nasceu. Na última legislatura foi um dos deputados que integrou, pelo PS, a comissão parlamentar de inquérito ao BES. E na era da troika ficou famosa uma intervenção sua contra a austeridade em que defendeu implicitamente, num jantar de socialistas em Castelo de Paiva, que Portugal não pagasse a dívida dizendo “estou a marimbar-me que nos chamem irresponsáveis”.

Pedro Nuno Santos sempre defendeu um modelo de aliança do PS com os partidos à sua esquerda. Faz parte do grupo de jovens socialistas que se aproximou da esquerda, integrando desde 2007 o blogue “Ladrões de Bicicletas”. Como confessa na entrevista ao Eco, nunca pensou que isso fosse possível tão cedo como foi. Será António Costa a construir aquilo com que sempre sonhou e acaba por ser ele um dos elementos centrais ao sucesso da atual solução governativa. Participou na construção dos acordos do PS com três partidos da sua esquerda e agora, como secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, garante o constante diálogo que permite encontrar os elementos de união que viabilizam a governação.

Na secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares, no primeiro piso da Assembleia da República, as reuniões são constantes e frequentes para garantir o quotidiano do Governo. Pedro Nuno Santos é um dos grandes entusiastas. Na entrevista ao ECO assim o demonstra, rejeitando qualquer cenário e análise que aponte para o esgotamento da aliança à esquerda.

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