Banco Popular: vice-presidente diz que serão tomadas as medidas necessárias para recuperar valor

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 20 Fevereiro 2017

Vice-presidente garante ação para retomar o valor do Banco Popular, no mesmo dia em que Ángel Ron abandona a presidência da instituição.

O vice-presidente do espanhol Banco Popular POPG 0,00% garante que a entidade está disponível para tomar as medidas “necessárias” para “recuperar o valor do banco”, no mesmo dia em que Ángel Ron abandona a presidência, avança o jornal Cinco Días.

“Devemos agradecer a Ron o seu gesto de generosidade, dedicação e entrega ao banco num ambiente muito difícil nestes anos, nos quais trabalhou incansavelmente pela recuperação dos resultados e o reforço da solidez do balanço”, afirmou Roberto Higuera.

Porém, os acionistas do Banco Popular já vieram exigir responsabilidades pela “gestão danosa” que levou à perda de quase todo o investimento. Na reunião extraordinária de acionistas, houve quem sublinhasse até que o anterior presidente e o resto do conselho continuavam a receber elevados salários, subsídios e indemnizações numa altura de maior fragilidade. Com a saída do Banco, Angél Ron levará oito milhões de euros de indemnização, um valor que gera protestos. Será substituído por Emilio Saracho, aprovado por maioria em assembleia-geral de acionistas. Saracho, tem 61 anos e em 1998 passou do Banco Santander para o JP Morgan, onde foi nomeado diretor da banca corporativa e de investimentos para a Europa.

Na reunião de hoje, Roberto Higuera defendeu que todos os bancos europeus, e os espanhóis em particular, “tiveram perdas muito fortes de capitalização em Bolsa” e foram submetidos a “grande volatilidade”, avança ainda o jornal.

O espanhol Banco Popular registou no ano passado prejuízos de 3.485 milhões de euros, o pior resultado de sempre na sua história. Para evitar a necessidade de avançar para um novo aumento de capital, o Cinco Días já tinha noticiado que o Banco Popular poderia sair de Portugal, como parte de um conjunto de ativos que o novo presidente ponderava alienar. Mas ao ECO, Carlos Álvares, presidente da instituição em Portugal garantiu depois: “Estamos para ficar”.

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