CGD já escolheu bancos para vender dívida a privados

Paulo Macedo já escolheu o sindicato bancário para fazer a colocação de 500 milhões de euros da CGD junto de investidores privados. Cinco bancos vão ajudar a 'vender' a Caixa.

Paulo Macedo já escolheu os bancos que vão assessorar a colocação de 500 milhões de euros de obrigações junto de investidores privados no quadro do aumento de capital do banco público: São o CaixaBI, o Citigroup, o JP Morgan, o Barclays e o Deutsche Bank, apurou o ECO junto de fontes de mercado.

O sindicato já está a trabalhar com a gestão de Paulo Macedo e, segundo diversas fontes, o calendário para a emissão de obrigações está definido do ponto de vista preliminar, ainda a aguardar o ok da Comissão Europeia. Além desta aprovação, o banco só poderá ir para o mercado depois de fechar as contas de 2016 e Paulo Macedo está a rever, agora, o plano de imparidades deixado por António Domingues e que previa um volume total de 2,7 mil milhões de euros.

Os cinco bancos escolhidos — já conhecedores do que está em causa porque trabalharam com a anterior gestão no processo de recapitalização — têm agora de trabalhar em quatro grupos de trabalho:

  1. Preparação da documentação e prospeto;
  2. Preparação de road-show, calendário e logística;
  3. Plano de apresentação aos investidores;
  4. Estratégia e discurso para os investidores.

Oficialmente, a CGD não faz comentários, mas segundo as informações recolhidas pelo ECO, o road-show vai decorrer entre terceira e a quarta semana de março, e Paulo Macedo gostaria de conseguir fazer a operação ainda nos últimos dias do mês, embora o calendário final não esteja nas suas mãos.

A emissão de dívida junto de investidores privados é uma das componentes, obrigatória, do plano negociado com Bruxelas. A primeira fase do processo da CGD passou pela conversão de 945 milhões de euros de capital contingente (CoCos) que o Estado subscreveu em 2012 e a passagem de 500 milhões de euros em ações da Parcaixa. Além disso, numa segunda fase, depois da colocação privada, o Estado injetará até 2,7 milhões de euros na CGD, um valor que corresponderá ao montante de imparidades a definir.

O aumento de capital fica concluído com a emissão de mil milhões de euros em de dívida subordinada de elevado risco, uma das exigências das autoridades europeias, para que a operação não seja classificada como ajuda de Estado. Ora, neste momento, Paulo Macedo está a preparar a emissão de 500 milhões de euros e, segundo os documentos enviados pelo anterior presidente da CGD, António Domingues, à Comissão Parlamentar de Inquérito, e que o ECO revelou, o banco público tem 18 meses para realizar a segunda operação.

O problema, aqui, é o custo da emissão: Esta operação custará ao banco, anualmente, cerca de 100 milhões de euros, um valor elevado que responde a um juro que rondará os 10%. Um prémio que, segundo os investidores, se justifica porque esta dívida de elevada subordinação significa que estas obrigações são as primeiras a responder em caso de bail-in (resgate).

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