Galp aumenta dividendo para 50 cêntimos

A petrolífera vai aumentar a remuneração acionista. Este ano, tendo em conta os resultados do ano passado, o valor do dividendo vai crescer mais de 20%.

Carlos Gomes Silva anunciou nova estratégia esta terça-feira em Londres.

A Galp Energia vai aumentar a remuneração aos acionistas. De pouco mais de 40 cêntimos, vai entregar, este ano, 50 cêntimos por ação. A ideia será mantê-lo neste nível, mas nos próximos anos a distribuição de lucros pelos investidores vai depender dos fluxos de caixa, dos capitais próprios e das oportunidades que possam surgir em termos de investimentos.

No Capital Markets Day, em Londres, no Reino Unido, a empresa liderada por Carlos Gomes da Silva “assume um dividendo estável de cerca de 0,50 por ação”. Este valor compara positivamente com os 41,472 cêntimos por ação pagos no ano passado com base nas contas de 2015. É um aumento de 20,5%. Face à cotação atual da petrolífera, de 13,48 euros, oferece um retorno de 3,7%.

“Devemos considerar os 50 cêntimos como um valor base. Deverá ser visto como uma referência. Queremos aumentar progressivamente o dividendo. Não devemos olhar para o dividendo como um bloco fixo. Deve ser competitivo”, disse Carlos Gomes da Silva na apresentação aos investidores.

A ideia da Galp, que obteve lucros de 483 milhões de euros, é de, pelo menos, manter esta remuneração. A partir de 2017, o “dividendo será ajustado tendo em conta a geração de cash flow, as oportunidades de novos investimentos e uma estrutura de capitais sólida”, refere a cotada na apresentação que está a fazer aos investidores na capital britânica.

A Galp Energia “reforça a expectativa de passar a gerar free cash flow positivo durante 2018, assumindo um cenário base com o preço do petróleo a 55 dólares por barril nesse ano“. E, nota, “reafirma o compromisso com uma estrutura de capital sólida, mantendo um rácio de dívida líquida sobre EBITDA inferior a duas vezes”.

A petrolífera antecipa um crescimento a dois dígitos do EBITDA. “Em termos financeiros, as perspetivas apontam para um crescimento médio anual do Ebitda de cerca de 20% entre 2016 e 2021. Para 2017, é esperado que o Ebitda se situe entre 1,5 mil milhões de euros e 1,6 mil milhões, assumindo uma envolvente macro que considera o petróleo de referência em 50 dólares.

(Notícia atualizada às 9h51 com mais informação)

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