Uber: Moral em baixo após denúncias de assédio. CEO pede desculpa

Numa reunião, Travis Kalanick, presidente executivo da Uber nos Estados Unidos, pediu desculpa pela falta de diversidade na força de trabalho e inércia quanto às queixas de ex-trabalhadora.

Esta terça-feira, o presidente executivo da Uber Technologies, numa reunião aberta aos trabalhadores e na presença da administradora Arianna Huffington, pediu desculpa pela falta de diversidade na força de trabalho da empresa e por não ter sido dada resposta atempada às denúncias de assédio sexual e discriminação feitas por uma ex-funcionária.

Em declarações à Bloomberg, um trabalhador anónimo da Uber relatou o discurso emocionado de Travis Kalanick, que deu a mão à palmatória pelos problemas na cultura da empresa que geraram buzz na imprensa internacional esta semana. A moral de muitos trabalhadores estará em baixo, sublinhou a mesma fonte. “O Travis falou de forma muito honesta sobre os erros que cometeu”, acrescentou.

Recorde-se que, no domingo, Susan J. Flower, ex-engenheira de software da plataforma, publicou um artigo no blogue pessoal onde alegava ter sido vítima de assédio sexual e discriminação por um superior hierárquico enquanto trabalhava na empresa. Na altura, Flower terá feito queixa ao departamento de recursos humanos da empresa, que lhe terão dito que, devido ao alto cargo interno que o superior ocupava, não o iriam castigar.

Esta segunda-feira, no Twitter, Travis Kalanick anunciou que pediu à diretora de recursos humanos da Uber, Liane Hornsey, para abrir uma investigação interna, “urgente”, no sentido de apurar responsabilidades sobre esta situação. Apesar da intenção, surgiram críticas nas redes sociais por não ter sido aberta, em vez disso, uma investigação independente.

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