MWC: Este ano há espaço no maior evento do setor móvel

O Mobile World Congress, a maior feira de dispositivos móveis do mundo, arranca esta segunda-feira. Perante a ausência da Apple e uma Samsung sem telemóvel, há espaço para outras marcas brilharem.

Esta edição do Mobile World Congress representa uma rara oportunidade para muitas marcas do setor dos dispositivos móveis.Wikimedia Commons

Na próxima segunda-feira inicia-se mais um Mobile World Congress, a maior feira de tecnologia mobile do mundo. Esperam-se centenas de milhares de pessoas em Barcelona para ver e experimentar o que as marcas estiveram a preparar na última temporadao ECO já sintetizou aqui o essencial. A feira acontece todos os anos em Espanha, mas, ainda assim, a edição deste ano será diferente.

O mercado global dos smartphones tem vindo a crescer quase que exponencialmente desde 2008. No entanto, é também um facto que, entre 2015 e 2016, esse mesmo mercado abrandou. Os dados da consultora Gartner indicam que, no ano passado, venderam-se 1,5 mil milhões de unidades em todo o mundo, um valor que compara com os cerca de 1,4 mil milhões de telemóveis vendidos no ano anterior.

Este fenómeno não é difícil de explicar. Os telemóveis não são propriamente uma novidade, o mercado amadureceu e chegou-se a um ponto em que os modelos pouco diferem uns dos outros. Veja-se os dispositivos Android: excetuando algumas características próprias dos modelos topo de gama, não há muita diferença entre as marcas. Certos aparelhos têm câmaras melhores, baterias mais capazes ou ecrãs de tamanhos diferentes, mas a maioria das funcionalidades são, no fundo, as mesmas.

Por um lado, a Apple não vai estar presente. Nem tinha de estar: como é sabido, a política da fabricante do iPhone passa por organizar por si mesma os lançamentos dos aparelhos que desenvolve. Por outro lado, a Samsung, que costuma aproveitar o MWC para lançar um novo modelo Galaxy S, não o vai fazer este ano, depois do escândalo das baterias do Galaxy Note 7 que, no final do ano passado, abalou a credibilidade da marca junto dos consumidores. É uma rara oportunidade para outras empresas brilharem.

Uma oportunidade rara para o setor

Quem irá então ocupar este espaço? Os olhos voltam-se para as chinesas Huawei e ZTE, mas também para a sul-coreana LG e, numa última instância, para a japonesa Sony. Todas deverão aproveitar a rampa de lançamento do MWC para apresentarem novidades aos jornalistas e participantes. A Huawei irá mostrar o novo telemóvel P10, a ZTE deverá apresentar um protótipo de um aparelho que suporta internet de quinta geração (5G), a LG abandonou o conceito modular e a Sony, que poderá também não apresentar um flagship, deverá, ainda assim, atualizar as gamas mais baixas.

Esta é ainda uma era de assistentes pessoais, de inteligência artificial e, sobretudo, de comandos de voz. Com o lançamento do Pixel, a Google deu mais um passo no sentido da tecnologia que informa o utilizador antes mesmo deste saber que precisa da informação. Quanto aos comandos de voz, são uma tecnologia que regressa em força ao campo do mainstream, muito por causa do sucesso inesperado do Amazon Echo, que vendeu que nem pãezinhos quentes em dezembro. Tudo isto, claro está, aprimorado pela inteligência artificial, que consolida e a entranhar-se em muita da eletrónica que vem a ser produzida.

Em relação a outros detalhes, é ainda esperado que a LG se torne a primeira marca a lançar um telemóvel cujo ecrã ocupa toda a parte frontal, que a realidade virtual e o vídeo 4K seja embutido em mais câmaras e ecrãs, e que os wearables deem novo sinal de vida. E como nem tudo na vida são telemóveis, a Visa e a MasterCard estarão presentes na feira para um braço-de-ferro no segmento das novas tecnologias de pagamento. Esperam-se robôs que atendem os clientes, aplicações para tudo e mais alguma coisa e outros gadgets que facilitam os pagamentos sem necessidade de cartões físicos.

É neste contexto que se realiza o MWC deste ano. Um evento que sempre gera buzz e que o ECO vai estar a acompanhar bem de perto. Daremos mais novidades em breve.

O ECO viajou para Barcelona a convite da Huawei Portugal.

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