Crédito? Sobe na Zona Euro, encolhe em Portugal

A concessão de crédito acelerou no arranque do ano, mas não em todos os países. Apesar dos esforços do BCE, o saldo do crédito em Portugal voltou a encolher no arranque de 2017.

Há dinheiro. E barato. E os bancos da Zona Euro estão a emprestá-lo às famílias, mas não todos. Em Portugal, apesar do novo crédito estar a aumentar, o saldo, ou seja, o financiamento líquido por parte do setor financeiro à economia, continua a encolher. Recuou novamente no primeiro mês do ano. Só o crédito para outros fins cresceu.

De acordo com os dados divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE), contrariamente ao que se verificou no global da Zona Euro, em Portugal o saldo de crédito às famílias encolheu para 117.906 milhões de euros, de 118.241 milhões em dezembro. Houve uma quebra de 0,28%. Foi o oitavo mês consecutivo de queda, apesar da política expansionista de Mario Draghi.

Determinante para mais esta quebra, que atirou o saldo de crédito às famílias para mínimos de fevereiro de 2007, foi a redução registada nos empréstimos ao consumo. O saldo encolheu em quase 200 milhões de euros, para 13.626 milhões de euros, seguindo-se os empréstimos para a compra de habitação.

Mesmo com o aumento de mais de 40% no novo financiamento para a compra de casa, o saldo de empréstimos à habitação recuou em 150 milhões de euros, para 95.431 milhões de euros. É o resultado da política de taxas de juro muito baixas levada a cabo pelo BCE que está a acelerar o ritmo de amortização dos créditos.

Apenas os empréstimos para outros fins registaram um aumento líquido. Segundo dados do BCE, o saldo aumentou, mas apenas em um milhão de euros, passando de 8.848 para 8.849 milhões de euros.

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