BE exige saída do governador, mas Costa põe água na fervura

  • Margarida Peixoto e Marta Santos Silva
  • 8 Março 2017

A coordenadora do Bloco de Esquerda voltou a pedir a demissão de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal. Mas o primeiro-ministro pôs água na fervura e fala em trabalho "leal" e "construtivo".

Desdramatizar — foi esta a reação de António Costa, primeiro-ministro, perante a pressão do Bloco de Esquerda para demitir o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. O debate quinzenal decorre esta quarta-feira na Assembleia da República.

No debate, Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, reiterou que o governador do Banco de Portugal “não tem condições para continuar”. E argumentou: “O Banco de Portugal não está acima de crítica, e criticá-lo não é atentar contra a independência do regulador”.

A bloquista referia-se às declarações de Carlos Costa, numa entrevista ao Público (acesso pago), esta quarta-feira. “Critica-se o Banco de Portugal precisamente porque ele foi incapaz de independência”, defendeu, afirmando que o regulador bancário português não foi independente do Governo PSD-CDS.

Mas perante a pressão do parceiro parlamentar, António Costa desdramatizou. “Ainda hoje o senhor governador do Banco de Portugal reconhece numa entrevista que o Governo tem uma relação institucional e correta com o Banco de Portugal, não podia aliás deixar de ser assim”, afirmou o primeiro-ministro, optando por não comentar muito aprofundadamente a questão da regulação bancária nesta fase.

Costa ainda acrescentou que o que o que lhe cumpre fazer é trabalhar de forma “leal e construtiva” com as instituições que existem.

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