Luz Saúde lucra, mas menos. Dívida cresce

  • ECO
  • 8 Março 2017

A dona do Hospital da Luz, controlada pela Fidelidade, da Fosun, registou uma quebra nos lucros. Encolheram em 20% num ano marcado pelo aumento do investimento. A dívida cresceu.

A Luz Saúde fechou o ano com resultados líquidos positivos, mas não evitou uma quebra. Ganhou menos num ano em que aumentou a despesa com os investimentos na expansão da rede. Entre compras e obras de ampliação, gastou 54 milhões, o que fez crescer o montante em dívida para mais de 200 milhões.

A empresa liderada por Isabel Vaz, que é detida pela Fidelidade, da Fosun, apresentou lucros de 17,4 milhões de euros, representando um decréscimo de 20,2% face ao período homólogo (21,8 milhões de euros), diz a Luz Saúde em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“O EBITDA consolidado de 52,1 milhões de euros em 2016 e margem EBITDA de 11,6%, representando um decréscimo de 2,8 pontos percentuais face a 2015, penalizada fundamentalmente pela performance do segmento público (Hospital Beatriz Ângelo)”, refere a empresa.

Esta quebra no EBITDA acontece apesar de a empresa ter registado um “aumento dos rendimentos operacionais consolidados em 6,4% face a 2015, para 450,7 milhões, impulsionado pelo crescimento de 8,3% do segmento privado, apesar do impacto relevante da reintrodução de feriados”.

Mais investimento, mais dívida

A Luz Saúde fez investimentos de um valor total de 54 milhões, dos quais “35 milhões representam investimento de expansão da rede privada, quer em termos geográficos com a aquisição do Hospital da Luz Guimarães, do Hospital do Mar Gaia e com o início da construção de uma nova unidade em Vila Real, quer de unidades já existentes, com o investimento em curso no aumento da capacidade do Hospital da Luz Lisboa, do Hospital da Luz Oeiras e do Hospital da Luz Arrábida”.

“Este nível de investimento associado a um aumento do fundo de maneio de 9,8 milhões, justificado maioritariamente pelo crescimento da rubrica de clientes no segmento privado, originou um aumento da dívida líquida de 25,1 milhões para 212,6 milhões de euros face ao valor de final de 2015“, conclui a empresa.

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