José Sócrates: “Nunca recebi dinheiro de ninguém”

O antigo primeiro-ministro garante que vai responder a todas as perguntas que os procuradores lhe vão colocar, mas reitera que tudo não passa de uma campanha difamatória.

O antigo primeiro-ministro já chegou ao Departamento Central de Investigação e Ação Central (DCIAP) onde vai ser ouvido pelos procuradores. José Sócrates garantiu aos jornalistas que nunca recebeu dinheiro de ninguém e que vai responder a todas as perguntas que lhe forem colocadas, mas acrescentou que não vai dar explicações, pois não é a ele que o cabe fazer, ainda que seja o arguido no processo Operação Marquês.

“Vou responder a todas as perguntas”, disse José Sócrates à entrada do DCIAP em declarações aos jornalistas transmitidas pela Sic Notícias. “Mas é ao Ministério Público que cabe dar-me explicações”, acrescentou.

José Sócrates reiterou que nunca recebeu dinheiro de ninguém, quando questionado se tinha recebido 18 milhões de euros como foi noticiado pela imprensa. Alegadamente tanto Sócrates como o CEO da PT, Zeinal Bava, terão recebido ‘luvas’, entre 2006 e 2011, para obter decisões favoráveis ao Grupo Espírito Santo no âmbito da participação na Portugal Telecom. “Quem diz isso que apresente provas”, retorquiu o antigo primeiro.

Sócrates contrapôs ainda que a única intervenção do seu Governo relativamente à PT foi a usar a golden share para “impedir que a venda da Vivo para distribuir dividendos aos acionistas”. O objetivo era garantir que a PT tivesse “perspetivas de desenvolvimento”. “A minha decisão foi contrária aos interesses de Ricardo Salgado e do BES”, acrescentou, precisando que assim garantiu que a “PT ficasse com uma posição no Brasil”.

“Essa insinuação é falsa e injusta”, acrescentou, frisando que todo este processo é “uma campanha maldosa e difamatória”. Na sua opinião, “o mais importante agora é que apresentem provas”.

Este interrogatório decorre a cinco dias do final do prazo dado pela Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal, para fechar a investigação. Segundo noticia o Expresso este sábado (link para assinantes), o ex-chefe de Governo socialista será acusado de corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. O empresário Carlos Santos Silva foi inquirido na sexta-feira, segundo confirmou a Lusa. “Estão, ainda, previstos interrogatórios de outros arguidos no decurso da próxima semana”, somou a PGR, numa esclarecimento enviado à agência de notícias.

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