Totta: Dá spread mínimo na casa, mas com crédito mais alto

O Santander Totta igualou o spread mais baixo no crédito da casa no mercado que é disponibilizado pelo Bankinter. O banco oferece um spread mínimo 1,25%, mas é preciso pedir mais de 150 mil euros.

A concorrência pela oferta do spread mais baixo no crédito à habitação está ao rubro. O Santander Totta é o mais recente protagonista desta competição. O banco liderado por António Vieira Monteiro acaba de rever em baixo a margem mínima que cobra para conceder crédito à habitação. Com a nova oferta, o Santander Totta iguala a margem mínima em vigor no Bankinter, que era até agora a mais baixa oferecida no mercado para clientes tradicionais. O spread mínimo em vigor no Santander Totta passou a ser de 1,25%, abaixo dos 1,5% que se registou ao longo dos últimos nove meses. Caso se tratem de clientes select, ou seja com um grau de envolvimento mais forte com a instituição, o spread ainda é ainda menor: 1,15%, o valor mais baixo disponível no mercado.

Contudo, a oferta do Santander Totta é diferenciada consoante também o montante do empréstimo pedido. Quando se tratem de quantias inferiores a 150 mil euros, aplica-se um spread mínimo de 1,7%, para os clientes tradicionais, e a partir de 1,4%, para o caso dos clientes select, confirmou ao ECO fonte oficial do banco. As condições de oferta do Santander Totta seguem assim uma tendência que se tem vindo a observar no mercado português, em que o valor do spread oferecido depende da quantia emprestada. Ou seja, quanto mais elevada, mais baixo tende a ser o valor cobrado pelo banco para disponibilizar a quantia.

Esta opção surge numa fase em que as instituições financeiras estão sedentas por injetar liquidez no mercado, face aos níveis historicamente baixos dos juros que tornam “demasiado caro” ter o dinheiro parado na instituição. Uma aposta que tem sido notória no caso do Santander Totta. “No crédito à habitação, a quota do Santander Totta tem vindo a registar uma tendência de crescimento. Praticamente um em cada cinco novos empréstimos é originado no Santander Totta”, avança a instituição financeira em comunicado.

As margens mínimas mais baixas

Fonte: Preçários dos bancos

 

Para “vender” crédito à habitação aos seus clientes, o Santander Totta recupera o mote de uma campanha antiga, anterior à crise financeira. “Quem quer casa vem ao Totta”. “Apesar de já ter uma quota de produção de crédito à habitação de 20,1%, o Santander Totta reforça a sua aposta nesta área com o lançamento de uma nova campanha que assenta na história da marca”, explica o Totta.

Spreads em queda

É a necessidade de libertar liquidez que tem justificado em grande medida a chuva de revisões em baixa dos spreads por parte dos bancos, sendo que é raro o mês em que tal não acontece. Recentemente, o CTT também aderiu a esta onda ao passar também a disponibilizar crédito à habitação.

Para além do Santander Totta e do Bankinter, entre as propostas em termos de spreads mais vantajosas incluem-se ainda o BCP que, em dezembro do ano passado, baixou o seu spread mínimo na habitação para 1,5%. O mesmo valor passou a ser disponibilizado pelo Crédito Agrícola em resultado de uma revisão em baixa levada a cabo neste mês de março. Seguem-se o Montepio Geral e o BIC com spreads mínimos de 1,55% e 1,65%, respetivamente. No lado oposto surge o BPI, que oferece a margem mínima de spreads mais alta do mercado, mas ainda assim inferior a 2%: 1,95%. Já a CGD disponibiliza spreads a partir de 1,75%, a mesma percentagem oferecida pelo Novo Banco, Popular e CTT.

A aposta dos bancos na descida do preço que cobram para emprestar crédito à habitação tem-se refletido de forma favorável nos montantes de concessão com essa finalidade. Em 2016, o total de empréstimos para a compra de casa ascenderam a 5,8 mil milhões de euros. Ou seja, o valor mais elevado dos últimos seis anos.

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