Secretária de Estado diz que não há excesso de turismo

  • ECO
  • 19 Março 2017

Reposição dos feriados e fins-de-semana prolongados vieram ajudar o turismo interno, que cresceu 7%.

Ana Mendes Godinho acredita que não não há excesso de turismo em Portugal. Em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, a secretária de Estado do Turismo salienta ainda que a reposição de feriados veio ajudar o setor.

Em 2016, o turismo interno teve uma recuperação muito grande face aos anos anteriores“, destacou Ana Mendes Godinho, apontando para um crescimento de 7% no turismo interno. “E isso já reflete dois tipos, penso eu, de indicadores: o aumento de rendimento por parte dos portugueses e, portanto, alguma margem para poderem gastar mais nas férias que fazem em Portugal; mas também muito associado, precisamente, à reposição dos feriados e a alguns fins-de-semana prolongados, muitos deles que aconteceram na dita época baixa, mas que permitiu, de alguma forma, ocupar mais também a hotelaria nessas alturas”.

A governante não mostra preocupação com um eventual excesso de oferta, tendo em conta que Portugal terá beneficiado de condições difíceis vividas atualmente noutros países. E lembra que a “oferta instalada, neste momento, tem cerca de 52% de taxa de ocupação”. “Temos muito para crescer”, salienta.

O “grande desafio”, diz a secretária de Estado, é “fidelizar as pessoas que vêm para cá e conquistar novos mercados”. A aposta passa sobretudo por mostrar “aquilo que as pessoas ainda não conhecem”, uma vez que já “não é preciso fazer esforço” para vender sol e praia.

Apesar da desvalorização da libra e do Brexit, Ana Mendes Godinho revela que “os sinais” indicam que “não há quebra nenhuma de turistas britânicos, salientando que houve “um crescimento de cerca de 12% do mercado”. “O que não quer dizer que não tenhamos de estar atentos”, acrescenta. “Neste momento, estamos em permanente contacto com operadores ingleses, no sentido de perceber se temos de ir adaptando, aqui, alguma estratégia e algumas campanhas”, revela a secretária de Estado. Em 2016, França liderou o mercado em termos de receitas, salientou ainda.

A governante acredita que Portugal “é muito competitivo” para atrair empresas como a companhia aérea Easyjet, “não só em termos gerais, mas também porque, no turismo, Portugal se está a afirmar como líder em termos de crescimento e inovação”.

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