Juros implícitos no crédito da casa voltam a cair. Estão já perto de 1%

A taxa de juro implícita no crédito à habitação voltou a cair, tendência que se regista há já 31 meses. Em fevereiro, fixou-se em 1,018%, enquanto a prestação média ficou nos 237 euros.

É o 31º mês consecutivo em que os juros no crédito da casa estão a cair. Os dados revelados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para uma nova redução na taxa de juro implícita no crédito à habitação, que renovou um novo mínimo histórico de 1,018%. A prestação média vencida situou-se nos 237 euros pelo sexto mês consecutivo.

“A taxa de juro implícita no crédito à habitação continuou a diminuir face ao mês anterior, situação que se repete desde agosto de 2014. Em fevereiro, esta taxa fixou-se em 1,018%, menos 0,007 pontos percentuais” do que em janeiro, informou o organismo de estatística. Quanto aos novos contratos, celebrados nos últimos três meses, a taxa “passou de 1,771% em janeiro para 1,732% em fevereiro”, sublinha o INE.

Quando o destino do crédito é a compra de casa, que é a categoria mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos também recuou. Em fevereiro, era inferior em 0,008 pontos percentuais, situando-se nos 1,033%. Nos contratos de crédito celebrados para compra de casa nos últimos três meses, a taxa de juro implícita “passou de 1,746% em janeiro para 1,696% em fevereiro”, acrescenta o instituto.

Os juros implícitos no crédito à habitação são um importante indicador do esforço financeiro “assumido pelas famílias e pelo Estado no crédito à habitação”, divulgado todos os meses pelo INE. A trajetória de queda acompanha o rumo das taxas Euribor. Quer a três, a seis ou a 12 meses, a taxa cota em valores negativos devido ao valor de referência do BCE, fixado em 0% desde de março. A Euribor é o indexante associado à esmagadora maioria dos créditos para a compra de casa.

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