PSD acompanha Governo: Dijsselbloem tem de sair

  • Margarida Peixoto
  • 22 Março 2017

O líder dos social-democratas, Luís Montenegro, condenou esta quarta-feira as declarações de Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, sobre os países do sul da Europa.

Luís Montenegro, deputado do PSD, juntou-se à posição do Governo e pediu que Jeroen Dijsselbloem saísse da presidência do Eurogrupo.Paula Nunes / ECO 22 março, 2017

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, condenou esta quarta-feira as declarações de Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, sobre os países do sul da Europa. Para o social-democrata, as afirmações de Dijsselbloem foram “impróprias” e o responsável europeu deve sair. O maior partido da oposição acompanha assim a posição assumida pelo Governo português.

Para Luís Montenegro, Dijsselbloem teve um discurso “impróprio, indigno e inaceitável”. O líder da bancada parlamentar do PSD considerou as declarações do presidente do Eurogrupo como “graçolas de mau gosto” que “não se coadunam com a dignidade dos cargos”, seja na forma, seja no conteúdo, frisou, garantindo que o PSD não aceita “que se despreze o esforço dos portugueses”. Montenegro intervinha no debate quinzenal com o primeiro-ministro, na Assembleia da República.

Por isso, Luís Montenegro junta-se ao coro de vozes que pede consequências: “Quem não respeita isto, nem na forma, nem no conteúdo, só tem um caminho e o caminho é ir embora.”

Também o Governo português e o ministro das Finanças italiano já defenderam que Dijsselbloem deve abandonar a liderança do Eurogrupo. Aliás, perante os deputados, o primeiro-ministro António Costa repetiu as acusações de “sexismo” e xenofobia a Dijsselbloem. A comissária para a Concorrência, Margrethe Vestager, também criticou as declarações de Dijsselbloem. Esta não parece ser, contudo, a vontade do líder europeu.

Em causa estão declarações de Jeroen Dijsselbloem, em entrevista a um jornal alemão, publicada segunda-feira. “Como social-democrata, atribuo excecional importância à solidariedade. [Mas] também há obrigações. Não se pode gastar o dinheiro todo em álcool e mulheres e depois pedir ajuda”, disse o responsável.

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