Direto Carlos Costa: “A supervisão mudou radicalmente”

O governador do Banco de Portugal responde a duas audições seguidas, para dar explicações sobre a sua atuação na caso do Grupo Espírito Santo.

Carlos Costa vai sentar-se outra vez no Parlamento. Pouco mais de dois anos depois da comissão parlamentar de inquérito ao universo Espírito Santo, o governador do Banco de Portugal volta a ter de responder sobre a sua atuação no caso do Grupo Espírito Santo (GES), depois de uma reportagem da SIC ter colocado em causa a regulação que foi feita — ou aquela que não foi feita — antes da derrocada do GES, no verão de 2014.

Desta vez, Carlos Costa vai ter de responder a duas audições seguidas. Na primeira, vai ser questionado sobre as medidas tomadas no âmbito do processo de resolução do Banco Espírito Santo (BES), bem como sobre a situação atual do Novo Banco. A segunda foi pedida pelo próprio governador, para “prestar contas sobre a atuação do banco central, defender a sua reputação e proteger a confiança do público na eficácia e na diligência da supervisão bancária acerca da resolução do BES”.

Em ambas, o governador do Banco de Portugal terá muito que explicar. Algumas serão já perguntas muitas vezes repetidas. Por exemplo, por que não retirou a idoneidade a Salgado mais cedo? Outras poderão trazer informações novas. Porque é que colocou na gaveta um relatório do BPI que dava conta da situação financeira do BES, entregue ao regulador mais de um ano antes da resolução do banco? Aqui, poderá recordar algumas das respostas que Carlos Costa ainda não deu.

Por agora, acompanhe o nosso liveblog para ler as explicações do governador.

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