Uma fábrica de automóveis em Barcelona com tecnologia como se vê nos filmes

  • Lusa
  • 25 Março 2017

“Robots como na Guerra das Estrelas” é uma das expressões que especialistas usam para provar que a ficção para uns é realidade nas linhas de montagem da fábrica da Seat, em Barcelona.

“Robots como na Guerra das Estrelas” é uma das expressões que especialistas usam para provar que a ficção para uns é realidade nas linhas de montagem da fábrica da Seat, em Martorell, nos arredores de Barcelona (Espanha).

A chegada à infraestrutura com dimensão idêntica ao Principado do Mónaco ou a 400 campos de futebol faz-se através do centro técnico da marca espanhola integrada no grupo Volkswagen. Depois de abrir uma viatura com recurso a um telemóvel, Leyre Olavarria, responsável pelo projeto Connected Car Digitalization indica que, daqui a uns dois anos, as viaturas no mercado já terão parte das valências técnicas recentemente reveladas pela marca.

Numa sala dominada por um ecrã gigante curvo, onde estão ligados cabos, torres de computador e a simulação da parte da frente do habitáculo de um automóvel, a especialista explica como mais de 50 pessoas, de diversas áreas, desenvolvem os projetos em conjunto.

Em parceria com Barcelona, que orgulhosamente se promove com títulos relacionados com ‘smart city’, a equipa da Seat desenvolve a previsão de navegabilidade, para que os condutores sejam avisados, por exemplo, quanto zonas afetadas pela realização de um jogo de futebol ou das complicações do trânsito pela manhã nas imediações de escolas.

“Personalização de desejos”

Com a colocação de um telemóvel no simulador é iniciado um vídeo para mostrar aos visitantes do centro a “personalização de desejos”, que está a ser desenvolvida pela Seat e que começa pelo reconhecimento do condutor, nomeadamente pela retina. Com essa identificação estão garantidas as preferências dentro da viatura como a posição do assento, explica Leyre Olavarria, resumindo que à pessoa resta, assim, “conduzir apenas”.

Em movimento, segundo esta demonstração, o condutor começará a ver a sua agenda do dia, que é alterada devido a uma fila de trânsito, no meio da qual pode ativar um modo para gerir distâncias para as outras viaturas. Este sistema de conectividade dará ainda respostas sobre lugares de estacionamento e a sua marcação antecipada. É que 30% do trânsito é de pessoas que procuram um lugar para estacionar, alerta Leyre Olavarria, citando estudos feitos.

Se qualquer telemóvel pode ser utilizado pelo sistema, só Barcelona conseguirá responder a 100% ao sistema, admite, por seu lado, Matthias Rabe, vice-presidente da Seat, responsável pelo Desenvolvimento e Inovação, referindo que em outros lados a conectividade dos automóveis deverá ser de 90%. Questionado sobre implicações legais, o responsável sublinhou serem importantes, mas que a preocupação no centro é desenvolver soluções técnicas, como as que devem ser reveladas dentro de meses, mas que, por agora, estão cobertas com panos opacos para os jornalistas ainda não desvendarem.

“Têm que voltar para saberem”, diz Leyre Olavarria. Depois de passarem pelo centro de protótipos, onde se conta que a realidade virtual é cada vez mais usada para garantir maior eficiência e reduzir a complexidade e a construção física de modelos e de uma apresentação do diretor da fábrica, os jornalistas também são ‘desviados’ das linhas de produção das novidades da marca, como do SUV Arona.

Na área de produção, que desta feita é comparável à dimensão do Vaticano, estão em início de montagem os modelos Leon e Ibiza. Os robots vistos em filmes de ficção científica vão fazendo o trabalho de verificação milimétrica da carroçaria, através de cores.

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