Novo Banco: “É o momento de o Governo explicar o que está a pensar fazer”

Catarina Martins critica o Governo por seguir as recomendações da Comissão Europeia. Diz que o BE não participa na lógica de "limpar bancos privados para os voltar a entregar aos privados".

O Novo Banco vai ser vendido ao Lone Star, mas oficialmente ainda não foram conhecidos os detalhes da operação. Catarina Martins critica a operação, sublinhando que sempre foi contra a lógica de limpar bancos privado para os devolver aos privados. A líder do Bloco de Esquerda aguarda agora que o Governo explique os contornos do negócio.

“Há exigências da Comissão Europeia (CE) que o BE não acompanha. A CE tem dados os piores conselhos ao país”, começou por afirmar Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, notando que “o BE já disse ao Governo que cá está para defender o interesse público”. Na perspetiva do BE, vender o Novo Banco, vai contra o interesse público.

O Estado deverá vender 75% à Lone Star, mantendo os restantes 25% mas sem ter qualquer palavra a dizer. “Participar num banco sem ter poder, o BE já disse que é errado. Vai contra o interesse público. Faremos tudo para defender o interesse público“, rematou a responsável do BE em declarações transmitidas pela SIC Notícias.

O Governo tem de explicar o que vai fazer agora, diz Catarina Martins, salientando que não é “o BE que vai divulgar números que o Governo não quis divulgar”.

O Governo recebeu os vários partidos com assento parlamentar para os informar sobre o processo de venda, tendo apontado os valores em questão nesta operação. No entanto, não os comunicou oficialmente. O Novo Banco vai ser vendido por um valor simbólico. Catarina Martins diz que não se pode continuar a “limpar bancos privados para os voltar a entregar aos privados”.

Está na altura do Governo dar explicações ao país“, acrescentou. Questionada sobre se se irá levar o tema da venda do Novo Banco ao Parlamento, Catarina Martins limitou-se a dizer que “é um tema que será debatido”. E aumentará a tensão entre o BE e o Governo? “As tensões existem e são conhecidas. Eram conhecidas as tensões em torno do sistema financeiro“, rematou.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Novo Banco: “É o momento de o Governo explicar o que está a pensar fazer”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião