Emprego coloca confiança dos consumidores em máximos de 17 anos

Desde março de 2000 que o indicador de confiança dos consumidores não estava tão perto de sair de terreno negativo. A contribuir está a evolução do emprego em Portugal.

As expectativas relativas à evolução do emprego estão a dar mais confiança aos consumidores portugueses. A taxa de desemprego continua em queda e é expectável que baixe dos 10%. Este fator aliado a uma melhor situação financeira do agregado familiar, situação económica do país e poupança fizeram com que o indicador de confiança dos consumidores atingisse um recorde de 17 anos em março. O indicador económico acompanhou essa evolução, tendo aumentado entre janeiro e março, depois de ter diminuído nos três meses precedentes.

“O indicador de confiança dos consumidores aumentou entre setembro e março, retomando a trajetória positiva observada desde o início de 2013 e apresentando o valor mais elevado desde março de 2000”, escreve o Instituto Nacional de Estatística nos Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores relativos a março deste ano, divulgados esta quinta-feira. Esta retoma da evolução positiva “resultou do contributo positivo de todas as componentes”, destacando as expectativas da evolução do desemprego.

O saldo das perspetivas relativas à evolução do desemprego diminuiu nos últimos sete meses, de forma mais expressiva desde novembro, renovando o valor mínimo da série iniciada em setembro de 1997″, refere o INE sobre a taxa de desemprego. Os números de fevereiro mostram também que o desemprego registado tem vindo a diminuir. “No final do mês de fevereiro de 2017, estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 487 629 indivíduos desempregados”, revelou a informação mensal do mercado de emprego do IEFP.

As opiniões sobre a situação económica do país tinha atingido em fevereiro o valor máximo da série (iniciada em setembro de 1997). “O saldo das apreciações sobre a evolução da situação financeira do agregado familiar aumentou nos últimos quatro meses, prolongando o perfil positivo iniciado em junho de 2013 e atingindo o valor mais elevado desde outubro de 2000”, acrescenta o INE. As opiniões sobre a poupança — que abrandou no final de 2016 — “recuperaram em março, prolongando os movimentos ascendentes iniciados em setembro e julho respetivamente”.

Esta evolução do lado dos consumidores é acompanhado por uma melhoria na perspetiva da economia no geral. “O indicador de clima económico aumentou entre janeiro e março, após ter diminuído nos três meses precedentes“, explica o INE.

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