Crescimento da economia esconde subida da dívida

Bom desempenho da atividade económica deverá baixar o rácio da dívida para o valor mais baixo desde 2012. Ainda que a dívida bruta suba para valores recorde em 2017.

A dívida portuguesa vai continuar a aumentar em 2017 para valores recorde, mas o desempenho da economia portuguesa deverá permitir que o rácio de endividamento caia para 128,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no final deste ano, o valor mais baixo desde 2012.

Em 2017, a dívida bruta das Administrações Públicas ascenderá a 244,8 mil milhões de euros, representando um crescimento de 1,5% do endividamento do Estado ao longo do ano. Mas o Ministério das Finanças conta com o desempenho da atividade económica para fazer baixar o rácio da dívida em quase dois pontos percentuais face aos 130,4% registados o ano passado. Assim, o rácio da dívida deverá ceder para 128,5% do PIB no final do ano, duas décimas acima daquilo que havia sido inscrito no Orçamento do Estado para 2017.

Rácio da dívida desce para valor mais baixo desde 2012

Fonte: INE (valores em mil milhões de euros e %)

O INE confirmou esta sexta-feira que o défice orçamental ficou em 2,1% do PIB em 2016, indo ao encontro das expectativas mais recentes do Governo, deixando Portugal bem colocado para sair do Procedimento por Défices Excessivos (PDE).

Nesta que foi a primeira notificação da autoridade estatística nacional ao Eurostat, e reportando valores do ministério tutelado por Mário Centeno, o PIB em termos nominais deverá crescer 3%, uma evolução que será determinante para baixar o rácio de endividamento público do país em função da riqueza produzida.

Acompanhando a subida do stock da dívida pública, também a fatura de Portugal com juros vai engordar 5% para quase 8,3 mil milhões de euros em 2017. De resto, o início do ano tem sido marcado por um aumento do custo de financiamento do Estado em reflexo das condições mais adversas observadas no mercado secundário.

Após a divulgação do INE, os juros portugueses seguem a descer em quase todos os prazos, com a taxa associada às obrigações a dez anos a cair dois pontos base para 4,175%.

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