Novo Banco: PSD vai pedir à UTAO que calcule custos de “perdão parcial de dívida” aos bancos

  • Lusa
  • 3 Abril 2017

Os social-democratas querem que os peritos do Parlamento calculem os custos para o Estado do alargamento do prazo para os bancos pagarem ao Fundo de Resolução.

O PSD anunciou esta segunda-feira que vai pedir à Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) que calcule os custos da revisão das condições do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução, feita dez dias antes do anúncio da venda do Novo Banco.

“Serão centenas de milhões de euros de perda para os contribuintes que é causada por este perdão e esta renegociação que o Governo fez. Queremos pedir à UTAO, para que não haja dúvidas e falemos todos de dados objetivos, que faça as contas”, explicou o vice-presidente da bancada do PSD António Leitão Amaro, em declarações à agência Lusa.

"É o mínimo dos mínimos que o Governo esclareça de imediato os termos, as condições e o custo do compromisso que o Estado assumiu em financiar essa garantia de cerca de 3.900 milhões de euros.”

António Leitão Amaro

Deputado PSD

A 21 de março, o Ministério das Finanças anunciou que as condições do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução foram revistas e que o prazo de pagamento dos reembolsos foi alargado para dezembro de 2046, relativos à injeção de 3.900 milhões de euros pelo Tesouro para a resolução do BES e capitalização do Novo Banco em agosto de 2014 e de 489 milhões de euros na intervenção no Banif, dos quais 136 milhões de euros já foram reembolsados.

Por outro lado, o deputado do PSD acusou o primeiro-ministro, António Costa, de “tentar iludir os portugueses” ao dizer que não haveria uma responsabilidade do Estado na venda do Novo Banco, dizendo que se percebeu que “o Estado assumiu que financia a garantia de quase 3.900 milhões de euros que o fundo de resolução assumiu perante a Lone Star”.

“É o mínimo dos mínimos que o Governo esclareça de imediato os termos, as condições e o custo do compromisso que o Estado assumiu em financiar essa garantia de cerca de 3.900 milhões de euros”, defendeu.

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