Ryanair vai começar a fazer pontes aéreas

A companhia área low cost decidiu mudar de estratégia. A experiência vai começar no aeroporto Leonardo Da Vinci, em Roma, e depois será replicada nos restantes locais onde a companhia irlandesa opera.

A Ryanair ficou conhecida por ser uma companhia aérea pouco convencional: além de ter preços low cost, a empresa irlandesa ditou que a sua estratégia seria “ponto-a-ponto”. Ou seja, os passageiros não seriam transferidos, entre voos, operados pela própria Ryanair ou por outras companhias aéreas. Segundo a Bloomberg, esta política vai mudar: a companhia vai passar a oferecer aos seus passageiros a ligação entre um voo e o seguinte pela primeira vez na sua história.

Esta mudança de estratégia torna a Ryanair mais próxima das restantes companhias aéreas que já dispõem deste serviço. O aeroporto de Roma, em Itália, vai ser utilizado como um teste, no final deste mês, para que depois a companhia aérea possa ser replicada nos outros aeroportos. As malas vão poder seguir o percurso todo até ao destino final apenas com um check-in, mas com a ressalva de que entre os voos tem de passar um período de três horas, escreve a Bloomberg.

A nova estratégia foi anunciada pelo diretor de vendas, Kenny Jacobs, esta quinta-feira, em Londres, numa conferência de imprensa. O quadro da Ryanair classificou o passo de decisivo, tendo a expectativa de o concretizar de forma célere.

Atualmente, caso um passageiro que viaje através da empresa sediada em Dublin queira fazer essa ligação entre os voos da própria companhia ou ligar a outra companhia não o consegue fazer. Para isso tem de comprar um voo numa companhia diferente, através de sistemas de marcação diferentes, para fazer essa ligação dentro do horário necessário.

Segundo Kenny Jacobs, a mudança não chegou mais cedo porque a Ryanair estava “muito focada em ser a mestre do tráfego ‘ponto-a-ponto'”. “Não queríamos estar distraídos com demasiadas coisas”, justificou o diretor de venda da empresa irlandesa.

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