Relação entre EUA e Rússia tremida após ataque à Síria

Estados Unidos atacaram base militar síria esta noite, respondendo, desta forma, ao ataque químico levado a cabo pelo regime de Bashar al-Assad, na última terça-feira.

Donald Trump deu ordem para atacar a Síria, com o lançamento de 59 mísseis contra bases militares do país. Foi a resposta ao ataque com armas químicas levado a cabo pelo regime de Bashar al-Assad, na terça-feira. A primeira consequência poderá ser o agravar das relações dos Estados Unidos com a Rússia.

Na quinta-feira, o governo de Vladimir Putin afirmou que não havia provas de que Assad tivesse usado armas químicas e chegou mesmo a dizer que é “inaceitável fazer uma acusação infundada sem uma investigação detalhada e imparcial”. O presidente norte-americano, por seu lado, condenou o “horrível ataque” ordenado pelo “ditador sírio Bashar al-Assad” e determinou que o mais importante era garantir a segurança dos Estados Unidos e impedir a “proliferação e uso de armas químicas mortais”.

Já esta manhã, Casa Branca adiantou que não procurou a aprovação de Moscovo para avançar com o ataque, mas avisou as autoridades russas previamente. Além disso, não foram atacadas secções da base militar onde se acreditasse que estavam presentes militares russos.

O aviso não foi suficiente para merecer a compreensão russa. Vladimir Putin já reagiu ao ataque norte-americano, que classificou de “uma agressão a uma nação soberana”, feita com base num “pretexto inventado”.

Mas as relações não estão cortadas e as autoridades de um e outro país procuram manter o diálogo. Para a próxima semana, está marcada uma visita a Moscovo por parte do secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson. A visita deverá manter-se.

“Não penso que isto vá impactar a visita de Tillerson, temos de restaurar o diálogo. Devemos receber Tillerson, trocar pontos de vista e chamar Washington à razão”, disse Leonid Slutsky, responsável russo pelos assuntos internacionais, em declarações aos meios de comunicação russos.

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