Aumento de capital atira REN para maior queda em dez meses

  • Rita Atalaia
  • 10 Abril 2017

A empresa liderada por Rodrigo Costa vai realizar um aumento de capital para financiar a compra da EDP Gás. O desconto para a venda dos novos títulos está a levar as ações a caírem mais de 4%.

A REN está a afundar. As ações da empresa de redes energéticas recuam mais de 4%, na pior queda desde junho de 2016. Perdas que se seguem ao anúncio da empresa liderada por Rodrigo Costa de que vai realizar um aumento de capital através da emissão de novas ações da REN. Uma operação que serve para financiar a compra da atividade de gás natural à EDP.

As ações da REN estão a cair 4,11% para os 2,80 euros. Uma queda que não se registava há dez meses, seguindo-se a uma série de ganhos expressivos que levou as ações a cotarem em máximos de um ano, nos 2,919 euros. Após esta queda, a REN encolheu para apenas 3,97% o ganho acumulado desde o início do ano.

Ações da REN afundam mais de 4%

Fonte: Bloomberg

Este desempenho negativo reflete o ajuste do mercado à entrada de novas ações que serão vendidas aos investidores abaixo do preço atual em bolsa. Estas novas ações vão diluir as participações dos atuais investidores, o que está a contribuir para o desempenho negativo da empresa liderada por Rodrigo Costa.

A REN pretende obter 250 milhões de euros com a venda de novos títulos. Esta operação serve para financiar a compra da EDP Gás, que faz parte de uma estrutura de financiamento que inclui ainda o recurso a linhas de crédito.

A REN está mais otimista. “Esta transação é uma oportunidade única para a REN atingir uma maior integração da infraestrutura doméstica core de gás natural. A transação permite também à REN manter um forte perfil de crédito e financeiro”, disse a REN no comunicado enviado na sexta-feira, após o fecho do mercado.

Os analistas do BPI também estimam que esta operação tenha, eventualmente, um resultado positivo. O aumento de capital deve aumentar a “liquidez das ações da REN, que é atualmente muito fraca” e isto deve ter “eventualmente um impacto positivo no preço da ação”, referem numa nota.

Já para a EDP, a alienação da empresa portuguesa de gás surge depois do negócio de 2.600 milhões de euros com a venda da Naturgas em Espanha, numa operação que vai servir para financiar a Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a EDP Renováveis e ainda para baixar a dívida.

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