Dijsselbloem quer fim gradual da política de estímulos do BCE

Os países do Sul mais endividados estão ainda a beneficiar do programa de compras de dívida do Banco Central Europeu, mas o presidente do Eurogrupo alerta para os riscos e quer uma saída gradual.

O ministro holandês das Finanças defendeu esta quarta-feira que o Banco Central Europeu deverá terminar de forma gradual a política de estímulos e de compra de dívida. Perante o Parlamento da Holanda, Dijsselbloem afirmou, segundo a Bloomberg, que o desvanecer da atual política monetária de Mario Draghi é a “nova área de esforço” para a União Europeia e principalmente para a zona euro. A forma de o fazer é que está por decidir.

Na opinião do também presidente do Eurogrupo — uma reunião informal entre os ministro das Finanças da zona euro –, todos concordam que a política monetária de quantitative easing do Banco Central do Europeu pode ser eliminada gradualmente. Estas declarações foram feitas esta quarta-feira perante os deputados holandeses, depois de o seu partido ter sido o grande derrotado das eleições holandesas.

Jeroen Dijsselbloem disse ainda ver riscos e desvantagens em continuar com este tipo de política na zona euro. Em causa, argumenta, estão os riscos do aumento das ações e a sobrevivência de empresas que não são viáveis a longo prazo.

Além disso, o presidente do Eurogrupo afirmou que é necessário que o Fundo Monetário Internacional tenha capacidade suficiente para ajudar os países caso seja necessário.

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