BE congratula-se por Governo ter “abandonado a ideia” do crédito fiscal

  • Lusa
  • 18 Abril 2017

A líder do Bloco entende que "o que responde às necessidades do país é mais escalões de IRS" e diz que o Executivo desistiu do crédito fiscal.

A líder do BE congratulou-se hoje pelo “abandono da ideia” do crédito fiscal, sublinhando que o Governo percebeu que o que “responde às necessidades” do país é o aumento do número de escalões de IRS.

Ainda bem que o Governo abandonou a ideia do crédito fiscal e percebeu que o que responde às necessidades do país é mais escalões de IRS, essa é a forma justa, nós precisamos de justiça fiscal e não de medidas simbólicas”, afirmou Catarina Martins, em Braga, à margem de uma visita ao Mosteiro de Tibães.

A líder bloquista comentava uma notícia divulgada pelo Público onde é referido que o Governo liderado por António Costa terá desistido da ideia de aplicar 200 milhões de euros num crédito fiscal para os mais pobres e destinar aquela verba para fazer face ao impacto de uma eventual alteração nos escalões do IRS.

Segunda-feira, no final de uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa que durou mais de uma hora, a coordenadora do BE voltou a insistir na prioridade da revisão dos escalões de IRS no próximo Orçamento, de forma a aumentar a progressividade fiscal.

“A posição conjunta assinada com o PS em novembro de 2015 previa o aumento da progressividade de IRS”, afirmou Catarina Martins, que calculou em dois mil milhões de euros o custo de regressar ao modelo de imposto anterior à revisão feita pelo ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar.

“Não nos parece que seja possível o Governo encontrar essa margem orçamental num único Orçamento do Estado, faltando apenas dois orçamentos até ao final da legislatura esse caminho tem de ser iniciado em 2018”, insistiu.

Confrontada ainda com as previsões do Fundo Monetário Europeu e do Conselho de Finanças Públicas para a Economia portuguesa, Catarina Martins não quis comentar, explicando que as previsões daquelas entidades em regra não são acertadas.

“Perdoar-me-ão mas eu não tenho o mínimo interesse em comentar diferenças de décimas em previsões de entidades que tiveram falhanços rotundos na maior parte das previsões que fizeram até agora”, apontou.

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