PCP: Fasear redução do IRS é “objetivo pouco ambicioso”

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 18 Abril 2017

Jerónimo de Sousa diz que "em termos da reposição de alguma justiça fiscal", ainda falta devolver "três quartos" do "saque fiscal".

O PCP entende que a redução faseada do IRS é um “objetivo pouco ambicioso” e salienta que ainda é preciso devolver “três quartos” do “saque fiscal”. E avisa que é essa luta que será travada.

“É um objetivo pouco ambicioso” até porque “em termos da reposição de alguma justiça fiscal, portanto em relação ao saque fiscal, só foi devolvido um quarto, resta a devolução de três quartos“, afirmou esta terça-feira Jerónimo de Sousa, depois de ser recebido em Belém. “É essa a luta que vamos travar”, acrescentou.

O líder do PCP reagia assim à proposta do Bloco de Esquerda, que ontem defendeu, também depois do encontro com Marcelo Rebelo de Sousa, que será necessário mais do que um Orçamento do Estado para introduzir mudanças no IRS, já que a medida custa dois mil milhões de euros. De acordo com o Público, o Governo admite este faseamento.

O CDS quer forçar uma votação do Plano de Estabilidade e do Programa Nacional de Reformas, mas o PCP critica esta estratégia. Também o Bloco de Esquerda referiu ontem que vai tomar a mesma decisão de 2016 e não vai querer votar o programa que é “da exclusividade responsabilidade do Governo”.

Hoje, Jerónimo de Sousa criticou a posição do CDS, salientando que o partido está de acordo” com as “imposições da União Europeia” e com o “espartilho” que está “refletido no chamado Plano de Estabilidade” e que “apenas procura a chicana política”. E salientou que se “os portugueses fizerem um exercício de memória lembrar-se-ão que já viram este filme no ano passado”.

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