CGTP exorta empresas a darem tolerância de ponto no dia 12 de maio

  • ECO
  • 30 Abril 2017

Se as confederações patronais apoiam a decisão do Governo, deviam fazer o mesmo e dar o dia no setor privado, defende Arménio Carlos.

A CGTP não tem “qualquer objeção” à tolerância de ponto no dia 12 de maio, decidida pelo Governo a propósito da visita do Papa Francisco a Fátima, e exorta as empresas do setor privado a fazerem o mesmo.

Em entrevista ao Diário de Notícias e TSF, Arménio Carlos deixa o reparo: “E, já agora que as confederações patronais também manifestaram o seu apoio à tolerância de ponto, também é bom que digam às suas empresas para darem tolerância de ponto aos trabalhadores que trabalham no setor privado“.

Questionado sobre uma eventual discriminação entre trabalhadores do público e do privado — uma vez que a tolerância de ponto abrange os funcionários públicos e pode conduzir ao encerramento de escolas e outros serviços — o líder da Inter defende que isso resolve-se pela “via da coerência”. “Se as confederações patronais aplaudem a decisão do governo relativamente à tolerância de ponto para os trabalhadores da administração pública, que são os seus funcionários, as confederações patronais também podem apelar às suas empresas, filiadas e outras, que deem tolerância de ponto”.

Decretar feriado também seria uma hipótese mas Arménio Carlos entende que “dificilmente isso se concretizará”.

Na entrevista, o secretário-geral da CGTP também faz questão de indicar que chegou o momento de o Governo avançar, virando à esquerda. E deixa o aviso: quanto a uma eventual greve geral, “todas as hipóteses estão em cima da mesa”.

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