Smart Open Lisboa: startups testam soluções nas ruas de Lisboa

  • ECO
  • 5 Maio 2017

As ruas de Lisboa estão disponíveis para experimentar soluções de startups. Um "living lab" para melhorar a qualidade de vida dos lisboetas e projetar novas empresas.

“O nível de abertura da cidade é muito grande”. Quem o diz é Duarte Cordeiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa. A capital quer receber soluções de startups e permite uma “experimentação real” em sítios tão centrais como a Praça do Município ou a Avenida da Liberdade. Esta oportunidade é dada através da segunda edição do programa Smart Open Lisboa, ou SOL, agora a decorrer.

Não somos o único caso, nem fomos o primeiro, mas não há muitos“, explica Duarte Cordeiro, vice-presidente da CML. A singularidade do living lab lisboeta é a diversidade de áreas a que está recetiva: turismo e cultura, mobilidade, envolvimento dos cidadãos e sustentabilidade. Geralmente, as cidades especializam-se em áreas “muito concretas”. O objetivo da Câmara Municipal de Lisboa ao apoiar o programa SOL é “encontrar soluções que respondam a problemas que melhorem a qualidade de vida dos lisboetas“, mas também tornar as empresas “universais” a partir de Lisboa.

A edição deste ano ainda está a selecionar os nove projetos a serem testados, mas o entusiasmo vem na sequência de uma primeira edição “muito frutuosa”, com boas soluções na área da tecnologia. As startups encontraram soluções para os chuveiros das piscinas municipais, onde colocaram sensores para monitorizar o consumo; estudaram os movimentos da multidão da praça do município através de sensores de calor; avaliaram os níveis de ruído e tentaram relacioná-los com os níveis de poluição e, finalmente, criaram um software para responder às perguntas mais frequentes que os cidadãos dirigem à CML.

“Queremos crescer e estamos a atrair”, continua Duarte Cordeiro. Lisboa é atrativa pelo clima, pelos recursos humanos e pelas infraestruturas. O novo escritório do Web Summit em Lisboa é um dos sinais de que “estamos a multiplicar”. Na sexta edição da semana do empreendedorismo, Duarte Cordeiro faz um balanço positivo do panorama na cidade: “Somos dos ecossistemas com maior número de mulheres fundadoras de startups; com fundadores de startups mais qualificados em termos de grau de formação académica; e temos uma boa relação com outros ecossistemas mais maduros“. O crescimento ao nível do ensino superior, com estudantes estrangeiros e investigadores, “é algo que se nota”. O vice-presidente da CML põe o empreendedorismo em foco ao afirmar que “a cidade é referência pela sua qualidade de vida, pelo turismo e pelas startups”.

Por outro lado, “somos ainda muito pequenos” comparados com outros ecossistemas e os casos de sucesso internacional, isto é, empresas que cresceram muito em dimensão ou que passaram a ser cotadas em bolsa, são quase inexistentes: temos o caso de sucesso da Uniplaces. Investidores experientes na área das startups são também raros, o que obriga as startups a deslocarem-se a outros ecossistemas para obter financiamento. Estas são “matérias a ser melhoradas”.

 

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