Mélenchon apresentou candidatura às legislativas

"A decisão está tomada", disse Jean-Luc Mélenchon. O objetivo é "combater implacavelmente" Emmanuel Macron.

Jean-Luc Mélenchon anunciou esta quarta-feira a sua candidaturas às eleições legislativas francesa que se realizam em junho com o objetivo de “combater implacavelmente” o Presidente eleito, o liberal socialista Emmanuel Macron. O chefe do movimento A França Insubmissa provavelmente será candidato por Marselha.

A decisão está tomada”, disse Jean-Luc Mélenchon numa entrevista para a rádio e televisão BFMTV, precisando que é “muito provável” que seja candidato por Marselha.

Para justificar a sua candidatura Mélenchon explicou: “Os amigos disseram-me ‘Não podes dizer às pessoas que vamos à luta e depois, estar lá toda a gente, menos tu'”. O eurodeputado reconhece que “hesitou” até porque é um candidato que vai cair de paraquedas seja qual for o distrito pelo qual decida concorrer. Mas garante que a sua “pátria é toda a França”. “Estou em casa em todo o lado”, assegurou. Ainda assim, Mélenchon vai realizar uma visita de cortesia uma “visita de cortesia” a Marselha e, dependendo dos resultados já não irá a Toulouse ou Lille, cidades nas quais também ficou à frente na primeira volta das eleições presidenciais, a 23 de abril.

Mélenchon explicou na mesma entrevista que a sua plataforma tem “um programa” e está “disposto a governar”. Recorde-se que ao não passar à segunda nas presidenciais (os votos obtidos deixaram-no em quarto lugar) recusou-se a apelar ao voto em Macron. Mélenchon criticou Macron pela “imagem monárquica que quis dar” ao celebrar a sua vitória no domingo na Esplanada do Louvre, o antigo palácio real.

E quanto ao programa de Macron defendeu que “o melhor é que não seja posto em prática”.

Recorde-se que na terça-feira foi a vez do ex-primeiro-ministro, Manuel Valls, anunciou que vai ser candidato às legislativas pelo novo partido de Emmanuel Macron, agora rebatizados de República Em Marcha. No entanto, segundo o presidente da comissão de investidura, Jean-Paul Delevoye, citado pela AFP, esta manhã, o responsável socialista ainda não preenchia as condições para uma nomeação para as legislativas.

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