Juízes admitem avançar para greve

  • ECO
  • 12 Maio 2017

A prometida revisão do estatuto dos magistrados judiciais, cuja proposta já foi submetida ao Governo, ainda não viu a luz do dia. Agora, os juízes admitem avançar para a greve como forma de protesto.

Os juízes poderão, depois dos médicos, ser os próximos a fazer greve. A Associação Sindical de Juízes Portugueses não descarta essa possibilidade, apesar de os magistrados serem um órgão de soberania, como medida de protesto pela falta de revisão do estatuto dos magistrados judiciais, avançou o Público.

É uma promessa feita aos juízes que se arrasta há vários anos. Segundo o jornal, Paula Teixeira da Cruz, antiga ministra da Justiça, chegou a nomear um grupo de trabalho para o efeito, mas não deixou a revisão pronta. A atual detentora da pasta, Francisca Van Dunem, criou um novo grupo de trabalho liderado por Noronha Nascimento, ex-presidente do Supremo, que já terá feito uma proposta de revisão de acordo com as reivindicações dos magistrados. Mas não se sabe o que inclui, nem se o Governo a vai ter em conta.

Esse projeto ainda está em segredo e a falta de informação, bem como a aparente inércia, estão a provocar descontentamento junto da classe. “Não queremos ir para a greve, mas não descartamos essa possibilidade”, assumiu Manuela Paupério, presidente da associação sindical, em declarações ao Público. Os magistrados reivindicam, sobretudo, um aumento ao suplemento salarial de 620 euros mensais como compensação pela exclusividade obrigatória, bem como outras medidas.

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