Aethel: “Governo só quer despachar o Novo Banco”

A Aethel Partners mantém a crítica ao processo de venda. Ricardo Santos Silva diz que o Novo Banco está a ser vendido por zero, salientando que a sua proposta é melhor. E resolve a litigância

A Aethel Partners volta às críticas ao processo de venda do Novo Banco. Em entrevista à CNBC, Ricardo Santos Silva ataca a decisão do Governo, afirmando que a instituição está ser vendida por zero. Diz que a sua proposta é melhor, mas não teve, até ao momento, qualquer resposta, rematando que o Executivo só quer “despachar o processo”.

“O Novo Banco está a ser vendido por zero ao Lone Star. Não entendemos esta decisão. Fizemos uma oferta no início de janeiro. Ninguém nos disse que a nossa proposta não foi aceite até agora”, diz o fundador do fundo no Sqwak Box, um programa da CNBC. “A nossa proposta era muito melhor que a da Lone Star”, nota.

“Não percebemos a decisão do Governo. O Governo só quer despachar o processo vendendo o Novo Banco a qualquer preço”, acusa o responsável, salientando que poderá a haver custos para os contribuintes. “A venda irá pesar nos contribuintes ao longo dos anos”, tendo em conta a litigância que poderá resultar deste processo.

“A oferta é feita pela Aethel, mas queremos juntar todos os investidores. Esta é uma oferta que permitirá acabar com anos de litigância“, nota Ricardo Santos Silva.

"Não percebemos a decisão do Governo. O Governo só quer despachar o processo vendendo o Novo Banco a qualquer preço.”

Ricardo Santos Silva

Aethel Partners

A Aethel Partners, sociedade britânica de Ricardo Santos Silva, foi uma das que pediu aos seus advogados para avançarem com uma ação no sentido de bloquear a venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star.

Um grupo, liderado pela BlackRock e pela Pimco, que perdeu mais de mil milhões de euros quando o banco central decidiu transferir cinco linhas de obrigações do Novo Banco para a massa falida do Banco Espírito Santo (BES), ou o chamado “banco mau”, fez o mesmo, procurando salvaguardar o que consideram serem os seus direitos.

O Banco de Portugal já respondeu oficialmente às providências cautelares entregues por grandes investidores para travar a venda. O ECO sabe que o banco liderado por Carlos Costa defende a sua posição, referindo o “interesse público” para justificar a venda do banco de transição.

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