Costa confiante com saída do PDE. “Quem conheça os tratados só pode esperar um resultado”

O primeiro-ministro está confiante de que o Governo fez o suficiente para que a Comissão Europeia anuncie, na segunda-feira, que Portugal saiu do Procedimento por Défice Excessivo.

A Comissão Europeia anuncia, na próxima segunda-feira, dia 22 de maio, se Portugal saiu do Procedimento por Défice Excessivo (PDE), oito anos depois de ter iniciado esse procedimento. Sobre o desfecho dessa história, António Costa está confiante. “Quem conheça os tratados só pode esperar um resultado”, resume o primeiro-ministro.

Questionado pelos jornalistas sobre os últimos números da economia portuguesa, António Costa não se mostra surpreendido com o desempenho. “Uns fazem previsões, outros trabalham para os resultados. A parte que nos cabe é trabalhar para os resultados e é isso que temos feito”, disse o primeiro-ministro, em declarações transmitidas pela SIC Notícias, salientando que o Governo apostou “na recuperação de rendimentos, na criação de condições para que as empresas possam investir, no crescimento da economia, diminuição do desemprego, aumento das exportações e redução do défice de forma sustentada”.

No primeiro trimestre deste ano, a economia portuguesa cresceu 2,8%, superando todas as expectativas. Já o défice orçamental fixou-se nos 2% em 2016, valor que ficou abaixo das metas do Governo e da Comissão Europeia. Para que a Comissão Europeia decida retirar Portugal do PDE, resta saber se a redução do défice é sustentável, isto é, se esta não é uma redução conjuntural.

Também nesse aspeto António Costa está confiante. “Não vale a pena estarmos ansiosos. Nós fizemos a parte que nos competia, ao conseguir o défice mais baixo da história da democracia portuguesa e ao garantir que, este ano, Portugal volta a ter um défice claramente abaixo dos limites impostos, continuando a cumprir aquilo a que nos comprometemos no programa de Governo, nomeadamente o aumento dos rendimentos”, salientou o primeiro-ministro.

António Costa recusou dizer explicitamente que Portugal sairá do PDE, mas foi claro nas expectativas. “Os outros avaliam e tirarão as conclusões. Aquilo que é nosso objetivo é trabalhar para continuarmos a crescer. Estou determinado e confiante como sempre”, concluiu.

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