José Eduardo Martins: “Nem todos os caminhos vão dar ao Ritz”

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 26 Maio 2017

Há sítios "por onde o presidente da Câmara não passa", afirmou o coordenador do programa autárquico do PSD para Lisboa.

José Eduardo Martins afirmou esta sexta-feira que “nem todos os caminhos vão dar ao Ritz” e defendeu que há sítios pelos quais o atual presidente da autarquia de Lisboa não passa.

No espaço “10 Minutos” da Sic Notícias, o coordenador do programa autárquico do PSD para Lisboa começou por explicar que mudou de local de trabalho e que tem “passado o dia a redescobrir caminhos por entre a Graça, Sapadores, Penha de França”, que “são manifestamente sítios por onde o presidente da Câmara não passa”. “Nem todos os caminhos vã dar ao Ritz”, frisou depois.

“Há outros caminhos em Lisboa que infelizmente parece que o Presidente da Câmara não conhece”, disse José Eduardo Martins, acrescentando: “Presumo que as estrelas precisem de casa mas na Rua Damasceno Monteiro as pessoas também precisavam que o presidente tivesse chegado antes“, aludindo ao aluimento de terras que obrigou a realojar moradores.

O candidato à Assembleia Municipal de Lisboa acredita que o PSD tem possibilidades de ganhar as eleições e rejeita que o partido esteja com pouca visibilidade. “Acho mesmo, ao contrário do que toda a gente nos vaticina, que temos muitas possibilidades de ganhar”, afirmou. “Estamos ainda a meses das eleições e temos uma cidade em que as pessoas estão cada vez mais descontentes”, sublinhou, dizendo que a cidade não vive para os lisboetas. “Nada contra o turismo, mas é preciso cuidado com o liberalismo selvagem com que a cidade tem estado a ser gerida”.

Metro: Linha vermelha até Cascais

José Eduardo Martins entende que o PSD deve evitar declarações “bombásticas” como as que o CDS proferiu quando defendeu mais 20 estações de metro. “O centro da candidatura do CDS é a afirmação política da sua líder e o PSD não tem essa necessidade”, defendeu. Para o advogado, a proposta do CDS é “difícil de concretizar”, embora tenha méritos. “O que era essencial, que é o prolongamento da linha vermelha até à linha de comboio de Cascais poderia resolver muitos problemas e é seguramente uma das prioridades que Lisboa tem“, afirmou ainda.

Questionado sobre se se poderá ser candidato à liderança do PSD e se este é o seu tempo, José Eduardo Martins respondeu: “Acho que não”. Mas não fechou a porta: “Não lhe vou obviamente responder a isso, tanta coisa pode mudar até ao congresso do PSD”.

Face à mudança de postura da Europa — que há um ano atrás “estava assustada” com um Governo de esquerda e agora está “tranquila” — José Eduardo Martins afirmou que isso “obriga o PSD a regressar à normalidade do discurso depois de resgate e apresentar soluções que serão sempre diferentes das do PS”.

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