Portugal em segundo lugar… dos que demoram mais a pagar

  • Lusa
  • 29 Maio 2017

O Estado português leva 95 dias a saldar as suas contas. Entre 29 países europeus, Portugal empata com a Itália e consegue apenas superar a Grécia. Já no risco de não pagar, está à frente.

Os países do sul da Europa contrastam mais uma vez com o norte: o atraso nos pagamentos da parte do estado são superiores. Portugal está em destaque na lista, obtendo o segundo lugar, logo a seguir à Grécia. A pior consequência? Afetar o crescimento das empresas. Para completar o perfil do devedor, Portugal detém o risco mais elevado de não pagar.

A consultora Intrum Justitia conclui que a Grécia é o Estado onde os atrasos no setor público são superiores (103 dias), seguindo-se Portugal e Itália (com 95 dias), uma situação que contrasta com a de países como o Reino Unido, Estónia ou Finlândia, nos quais a média de pagamentos no setor público se situa nos 22 dias. O ‘Relatório Europeu de Pagamentos 2017’ da Intrum Justitia coloca Portugal também no topo da lista do Índice de Risco de Pagamentos, com um risco elevado de não vir a pagar as faturas (-1,08), ultrapassando a Irlanda, Itália e Grécia.

Em relação ao setor empresarial, o estudo conclui que os atrasos de pagamento impedem o crescimento das empresas portuguesas, com 58% dos inquiridos a apontarem esta situação como uma das mais graves consequências. Já cerca de três quartos (76%) das empresas em Portugal aceitaram prazos de pagamentos mais longos do que consideram razoável, valor mais elevado do que a média europeia (58%).

Relativamente ao motivo dos atrasos de pagamentos, 82% dos inquiridos nacionais apontam a situação financeira dos devedores como a principal causa, uma percentagem igualmente superior à média europeia (67%). Segue-se o atraso de pagamento intencional, referido por 62% das empresas que responderam ao inquérito.

“No entanto, apesar de o cenário ser mais confortável nos países do norte, o setor público, um pouco por toda a Europa, tem pressionado as empresas para alargarem os prazos de pagamento, numa situação que se agravou comparativamente com o ano anterior”, afirma a consultora.

O ‘Relatório Europeu de Pagamentos 2017’ é baseado numa pesquisa realizada simultaneamente em 29 países europeus, entre fevereiro e março de 2017. Neste relatório a Intrum Justitia reúne dados de milhares de empresas na Europa (10.468) para compreender os comportamentos de pagamento e a saúde financeira das empresas na Europa, facultando uma visão geral dos riscos de pagamento e vulnerabilidade dos mercados e das empresas. A Intrum Justitia é uma consultora europeia de serviços de gestão de crédito e cobranças.

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