TAP: Nova equipa de administração até julho

  • Lusa
  • 31 Maio 2017

O Governo vai definir até julho, "no máximo", os seis elementos do Estado que farão parte da administração em conjunto com os seis elementos da Atlantic Gateway. Está quase concluída a privatização.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas disse à Lusa que espera “no máximo” até julho ter nomeado a equipa de gestão da TAP, esperando que os representantes indicados pelo Estado estejam “muito em breve a trabalhar”.

“Demos os passos essenciais para chegar a essa fase [na TAP], neste momento tenho a expetativa que no mês de junho ou no mês de julho, no máximo, tenhamos a equipa nomeada e tenhamos toda a operação consolidada, nomeadamente a posição maioritária do Estado como maior acionista na empresa e esta recuperação da posição estratégica do Estado na TAP”, afirmou o governante à margem da cerimónia da inauguração do escritório da japonesa Marubeni em Lisboa. “A nossa equipa estará muito em breve a trabalhar”, acrescentou.

O Conselho de Administração da TAP terá seis elementos indicados pelo Estado, detentor de 50% do capital, e seis elementos escolhidos pelo consórcio Atlantic Gateway, dos empresários Humberto Pedrosa e David Neeleman, com uma participação de 45%, sendo que o presidente nomeado pelo Estado terá voto de qualidade. Para o processo de privatização da TAP estar concluído, após a reconfiguração levada a cabo pelo Governo, que aumentou a participação do Estado face ao modelo fechado na anterior legislatura (PSD/CDS-PP), fica a faltar a luz verde do regulador da aviação, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).

Já sobre a questão da falha de abastecimento de aviões no aeroporto de Lisboa, o governante considerou que se tratou de uma “situação pontual” que “não devia ter acontecido”. Agora, a ocorrência “está a ser investigada pelo regulador, é assim que deve ser e devemos esperar pelas conclusões para que as consequências que daí decorram” sejam “aplicadas”.

No que diz respeito às limitações do Aeroporto Humberto Delgado, Pedro Marques disse que “é exatamente para resolver as limitações futuras” que o Governo está a trabalhar para ter uma nova capacidade aeroportuária, com o aeroporto complementar no Montijo.

“Não podíamos esperar mais, o país já esperou anos demais para tomar esta decisão, avançámos muito no processo e antecipámos cinco anos a decisão final com o memorando celebrado no início deste ano com a ANA, a concessionária dos aeroportos. Este ano, felizmente, a capacidade aeroportuária existe, estamos a crescer muito e vamos continuar a crescer muito ao longo do ano e para que nos próximos anos não haja limitações significativas haverá medidas intercalares”, adiantou.

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