Procura dos trabalhadores da TAP pelas ações supera 17,5 vezes a oferta

Trabalhadores da transportadora aérea deram ordens de compra sobre 1,3 milhões de ações, embora oferta fosse de apenas 75 mil. Vai haver rateio.

Os trabalhadores da TAP deram ordens de compra sobre mais de 1,3 milhões de ações da empresa, embora estivessem disponíveis para compra apenas 75 mil títulos. A procura superou em 17,5 vezes o montante que estava reservado para os funcionários, que asseguram assim 5% da transportadora aérea nacional.

De acordo com o comunicado do BPI, o banco responsável pela Oferta Pública de Venda (OPV), foram dadas 603 ordens de compra sobre títulos da TAP que foram disponibilizados aos trabalhadores ao preço de 10,38 euros. Uma vez que a procura superou largamente a oferta, será necessário rateio para alinhar a procura com a oferta.

O comunicado informa ainda que “não será requerida a admissão à negociação das ações representativas do capital social da TAP em qualquer mercado ou plataforma de negociação na sequência da oferta”.

Nos últimos dias, os sindicatos já tinham anunciado uma forte adesão dos trabalhadores nesta oferta. Uma das mais de 600 ordens, de resto, terá sido dada sobre a totalidade das 75 mil ações.

A venda de 5% da TAP aos trabalhadores faz parte do memorando de entendimento assinado entre o Estado e o consórcio de David Neeleman e Humberto Pedrosa, que comprou a empresa em meados de 2015.

Este era o detalhe que faltava para que nas próximas semanas, o Estado passe a deter 50% do capital social da TAP, nomeando 6 dos 12 membros que irão compor o conselho de administração, incluindo o presidente, que será Miguel Frasquilho.

Governo passa a ter “palavra decisiva” na TAP

Através de comunicado enviado às redações, o Governo liderado por António Costa adianta mesmo que passará “a ter uma palavra decisiva nas orientações estratégicas da TAP”.

Ainda no mesmo comunicado o executivo destaca que “este modelo cria as condições de estabilidade e equilíbrio para a capitalização, modernização e desenvolvimento da TAP, mantendo-a como uma empresa ao serviço dos portugueses e de uma estratégia de afirmação lusófona, tal como refere o Programa do Governo”.

 

(Notícia atualizada às 13h59)

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