Institucionais vão passar para a dianteira do investimento imobiliário, mostra estudo da Deloitte

Estudo da Deloitte diz que os investidores "oportunísticos" vão perder relevância no imobiliário e ser substituídos pelo poder financeiro dos investidores institucionais. Preços vão continuar a subir.

O setor imobiliário nacional está em plena transição em termos de perfil de investimento. Segundo um estudo da Deloitte, em 2017, os investidores “oportunísticos” devem perder relevância e serem substituídos pelos investidores institucionais.

As conclusões do Portuguese Real Estate Investment Survey, relativo ao primeiro trimestre deste ano, apontam para que aqueles que investem em imóveis guiados pelo preço baixo, deverão ser sucedidos por investidores core, mais seletivos e com maior capacidade de investimento. No que respeita aos preços dos imóveis, o estudo da Deloitte que avalia a perceção dos agentes do setor quanto à evolução do mercado imobiliário em Portugal, aponta para que continuem a subir.

“O contexto gerado pela crise económica em Portugal revelou-se favorável ao investimento imobiliário para os fundos “oportunísticos”, que vivem das oportunidades do pós-crise e da especulação que promovem. Contudo, e à medida que os ativos vão valorizando, assistimos a uma inversão do processo, isto é, ao aparecimento dos investidores institucionais, com mais capital para investir e, logo, para suportar preços mais elevados, e à saída dos “fundos abutres”,” afirma Jorge Marrão, partner e líder do setor de Real Estate da Deloitte.

Segundo o estudo, os fundos de fundos e os bancos (ambos com 52%) serão os principais financiadores do investimento em 2018. A origem do financiamento será maioritariamente europeia (81%) e norte-americana (48%), com a Ásia e o Médio Oriente a representarem 43%.

“Há um crescente interesse dos fundos americanos pelo mercado imobiliário europeu. É expectável que, face ao aumento das taxas de rentabilidade destes ativos, Portugal possa ser visto como um destino desse investimento. A valorização do património imobiliário poderá ter, contudo, consequências para as famílias portuguesas que queiram adquirir habitação”, esclareceu Jorge Marrão.

Já a perceção das organizações quanto à captação de fundos no futuro apresenta melhorias face ao que acontecia há um ano. A percentagem de inquiridos que vê a captação de fundos como “difícil” baixa de 43%, nos últimos 12 meses, para 34%, relativamente aos próximos 12 meses. A dimensão do financiamento (81%), o número de investidores (71%) e a duração do processo (76%) são considerados fatores significativos/muito significativos para a captação de fundos por grande parte dos agentes do setor.

Os principais agentes do setor ouvidos nesta primeira edição do Portuguese Real Estate Investment Survey da Deloitte consideram que a burocracia, a política fiscal e a situação política do país terão um impacto negativo no mercado imobiliário, nos próximos três meses. No entanto, a procura, a oferta, o investimento estrangeiro e a entrada de novos players são encaradas como variáveis positivas para o setor.

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