UTAO: défice atinge os 2,4% no primeiro trimestre

  • Lusa
  • 2 Junho 2017

O défice em contas nacionais, a ótica que conta para Bruxelas, fixou-se nos 2,4% no primeiro trimestre de 2017, segundo a Unidade Técnica de Apoio Orçamental.

A UTAO estima que o défice orçamental tenha ascendido a 2,4% do PIB no primeiro trimestre, em contas nacionais, uma melhoria face ao período homólogo mas “aquém do objetivo anual”, que aponta para um défice de 1,5%.

De acordo com a nota sobre a execução orçamental em contabilidade pública relativa a abril, a que a Lusa teve acesso esta sexta-feira, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que “o défice das administrações públicas no primeiro trimestre de 2017, em contabilidade nacional, se tenha situado entre 1,7% e 3,1% do PIB [Produto Interno Bruto]”, o que coloca o valor central nos 2,4%.

Este cálculo não tem em conta o impacto que a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) “possa vir a ter em contas nacionais”, salvaguardam os técnicos que apoiam o Parlamento, recordando que esta operação “ascendeu a 3,9 mil milhões de euros, cerca de 2,1% do PIB anual projetado no Orçamento do Estado para 2017 [OE2017]”.

Esta operação está ainda a ser analisada pelo Eurostat e, até à data, não há qualquer recomendação quanto ao seu registo em contabilidade nacional, a ótica que conta para Bruxelas.

A UTAO refere ainda que, considerando que não houve operações temporárias nos primeiros três meses deste ano, “o défice deverá ter registado uma redução de 0,9 pontos percentuais do PIB”.

Os técnicos afirmam que o valor central da sua estimativa, de 2,4% em contas nacionais, “aponta para que o défice do primeiro trimestre se tenha situado cerca de 0,8 pontos percentuais acima do objetivo para o défice ajustado de medidas one-off [temporárias]”.

No entanto, os técnicos que apoiam o Parlamento em matéria orçamental entendem que este “desvio desfavorável” face ao objetivo anual definido no OE2017 “não coloca em causa o seu cumprimento”.

Isto porque esta estimativa “incorpora informação ainda muito parcelar, na medida em que diz respeito a apenas um trimestre do ano, não sendo por isso forçosamente indicativa do desempenho orçamental esperado para o conjunto do ano”.

A UTAO recorda que já em anos anteriores os défices em contabilidade nacional apurados para o primeiro trimestre “excederam o valor apurado para o conjunto do ano”.

Em termos nominais, o défice verificado entre janeiro e março “deverá ter representado cerca de 37% do défice ajustado previsto para o conjunto do ano”, segundo a UTAO.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

UTAO: défice atinge os 2,4% no primeiro trimestre

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião