O país está melhor, a luta continua. “É o momento de trocar a bicicleta pela mota”

Os sindicatos protestam este sábado, naquela que será a maior manifestação da era António Costa.

O país está melhor do que esteve durante a última legislatura, mas ainda há muito a fazer. É esta a perceção dos sindicatos que protestam este sábado, naquela que será a maior manifestação desde que o Governo de António Costa tomou posse. Se, como diz o primeiro-ministro, a economia é como uma bicicleta e é “necessário continuar a pedalar” para que não pare de crescer, então é altura de “trocar a bicicleta pela mota”, para se andar mais depressa.

Estamos cá para responder aos problemas dos trabalhadores“, justificou, em declarações transmitidas pela SIC Notícias, Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, a central sindical que convocou a manifestação. Em cima da mesa estão reivindicações como o descongelamento de carreiras e aumentos salariais na função pública, a subida do salário mínimo, a reposição da idade da reforma nos 65 anos ou o fim da precariedade laboral.

O dirigente sindical reconhece que o país vive “uma situação mais tolerável do que aquela que vivemos durante quatro anos”, mas “isso não dispensa a participação dos trabalhadores em manifestações”, para não se correr “o risco de o Governo ficar à sombra das sondagens”.

“Este é o momento para trocar a bicicleta pela mota, para andar mais rapidamente” em direção à melhoria das condições laborais, reforçou Arménio Carlos.

Também Ana Avoila, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSTFPS), afirma que “há muito a fazer e já se podia ter feito mais”. A representante dos funcionários públicos marcou presença na manifestação para “exigir salários, direitos, carreiras, que as reformas se concretizem de uma outra forma”. São “objetivos justos, necessários, que o Governo pode e deve rapidamente resolver”.

Os líderes do PCP e do Bloco de Esquerda também estiveram presentes na manifestação. Jerónimo de Sousa disse “valorizar muito os avanços alcançados nesta nova fase da vida política nacional”, mas ressalvou que “a luta não é dispensável”. O líder do PCP sublinha que é “fundamental alcançar novos avanços, para que se mantenha a recuperação de rendimentos e direitos dos trabalhadores“.

Catarina Martins exigiu que o Governo avance com as medidas que constam do programa e que ainda não foram cumpridas. “O Governo tem compromissos que ainda não passou a lei, como desfazer medidas do anterior governo e recuperar direitos de trabalho. O Governo tem de cumprir com os seus compromissos”, disse a coordenadora do Bloco de Esquerda.

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