SIC responde a Angola e fala em “liberdade de informação”

Isabel dos Santos acusou a SIC de “ganância comercial” e a estação portuguesa já respondeu. Mas garante que não entra em “tertúlias nas redes sociais”.

“A SIC preocupa-se essencialmente com a liberdade de informação e com a prestação de serviços de qualidade aos seus clientes”. É a resposta de fonte oficial da SIC ao ECO na sequência das polémicas declarações de Isabel dos Santos, dona da operadora Zap, que retirou o canal português da sua grelha.

Ao início da manhã em Portugal, Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano, atacou publicamente Pinto Balsemão (sem definir se se referia ao fundador do grupo ou ao filho que agora o gere) através da rede social Twitter.

A “inconfessável ganância comercial” que aponta deve-se, segundo o tweet, ao preço exigido pela SIC, que compara ao de canais internacionais como a BBC e a Aljazeera. O preço exigido pela SIC ascende a um milhão por ano, enquanto a BBC e Aljazeera pedem 33 mil euros e 66 mil euros, respetivamente, pelo mesmo período de emissão.

A publicação está disponível em três línguas: português, inglês e francês. No tweet em francês, há uma informação extra: Isabel dos Santos afirma que “a razão [para o corte dos canais] é comercial e não política”.

Ao ECO, a mesma fonte da SIC acrescentou que a estação “não vai deixar-se enredar em ‘tertúlias’ nas redes sociais.”

O serviço de transmissão angolano, a Dstv, cortou no início desta semana a emissão da SIC Notícias e da SIC Internacional Angola, isto já depois de ter sido cancelada a emissão através da Zap, operadora de Isabel dos Santos. O grupo Impresa manifestou-se, na altura, também através das redes sociais, referindo que a SIC estava “totalmente alheia” da decisão de cessar a transmissão destes dois canais.

Isabel dos Santos detém 70% do capital da operadora Zap, através da Sociedade de Investimentos e Participações. Os restantes 30% são propriedade da portuguesa Nos, que se abstém de declarações.

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