The Future is Education

  • Ricardo Marvão
  • 8 Junho 2017

Quando fundámos a Beta-i, rapidamente implementámos uma premissa: iríamos trabalhar, ano após ano, nas lacunas do ecossistema “O que falta fazer no ecossistema empreendedor”.

Ao longo dos anos, fomos incentivando as startups e os founders, das mais variadas formas, sempre procurando o progresso das startups de maneira a prepará-las para a próxima fase onde estariam envolvidas.

Foi um processo muito interessante e intenso, que nos fez crescer rapidamente e que ajudou a posicionar a nossa organização como uma das principais e mais inovadoras na Europa. Ao longo dos anos, este processo foi-se revelando cada vez mais eficaz, pois a premissa era fácil de analisar e especificar, mas também notámos que cada vez que apresentávamos o nosso trabalho a uma audiência mais jovem, principalmente universitária, éramos confrontados com uma falta de vontade de implementar projetos próprio. A juventude parecia continuar a preferir uma carreira empresarial em grandes empresas.

Bem vistas as coisas, a maioria das universidades ainda incentivam muito os jovens para “trabalhar para alguém”, e não tanto para tentar lançar a sua própria ideia, o seu próprio projecto. O nosso objetivo era ajudar essa transição dos mais jovens para que eles pudessem reflectir sobre outras opções, experimentar outros caminhos, tentar e saber que existe mais lá fora ou pelo menos perceberem o que seria criar o seu próprio projecto.

Foi assim, que surgiu a ideia de lançar uma nova área dentro da Beta-i ligada à Educação, dirigida a várias idades, mas focando, numa primeira fase, na camada jovem universitária. E é aí que surge a ideia de criar uma Innovation Academy em Portugal, um programa que procura incentivar os jovens universitários a pensar em conjunto numa ideia, num ambiente internacional e interdisciplinar.

O objectivo deste programa é também focado na implementação dessa ideia, por um grupo pequeno mas coeso, apoiado por mentores experientes, num ambiente de prototipagem rápida e num muito curto espaço de tempo. Ou seja, conseguir passar da ideia ao produto, com mil clientes, em três semanas. Parece impossível, mas este programa vem demonstrar que, na realidade, algo que parece impossível, e bastante difícil de implementar, é de facto possível. E como gostamos de projectos com impacto e com escala, quisemos fazer algo com um horizonte temporal longo para criar exatamente esse impacto, que neste caso são cinco anos.

Ser empreendedor não é uma escolha de carreira, mas sim um caminho que se escolhe quando se pensa obsessivamente sobre um problema e para o qual se procura arranjar uma solução. E esse é o melhor resultado que se pode ter: ajudar alguém que tem uma pain terrível a resolver essa mesma questão da melhor forma.

  • Ricardo Marvão

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