Em atualização Tragédia em Pedrógão Grande: 62 mortos confirmados, 62 feridos

  • ECO
  • 17 Junho 2017

Novo balanço, neste domingo à noite, dá conta de 62 mortos no incêndio em Pedrógão Grande, em Leiria. Presidente da Câmara já tinha admitido ser o "dobro" das 19 inicialmente confirmadas.

Carros queimados na N236, a estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera.EPA/MIGUEL A. LOPES

Pelo menos 62 pessoas morreram e 62 pessoas ficaram feridas no incêndio no concelho de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria. Este é o último balanço dado conta pela ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, neste domingo à noite. É mais uma vítima mortal em relação aos últimos números oficiais.

Segundo a governante, ainda estão quatro frentes ativas neste incêndio que deflagrou no início da tarde de sábado. Nessa noite, dia em que o incêndio deflagrou, o secretário de Estado da Administração Interna tinha reportado 19 vítimas mortais.

Em contrapartida, logo naquela noite, Valdemar Alves, presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, já falava “do dobro” do número de mortes confirmadas: “Estou convencido de que vai ser mais do dobro. Algumas aldeias ainda não tiveram inspeção dos bombeiros e tenho a certeza de que vamos encontrar alguns cadáveres em algumas casas. Não temo, tenho a certeza de que vai acontecer”, afirmou aos jornalistas.”

Góis, Pedrógão e Figueiró dos Vinhos eram, naquele momento, as situações que merecem mais atenção das autoridades, adiantou ainda o secretário de Estado da Administração Interna. Esta noite de domingo, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, repetiu que agora é tempo de apoiar as populações e combater os fogos.

O incêndio que lavra há mais de 24 horas resultou em aldeias “em muito perigo, completamente cercadas” e há falta de bombeiros no combate às chamas, disse à agência Lusa o presidente do município, durante a noite.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve no local ontem à noite e manifestou o pesar pelo número de vítimas conhecido até esse momento. “O máximo foi feito. Não era possível fazer mais”, disse o chefe de Estado.

EPA/PAULO CUNHAPaulo Cunha / EPA

Segundo Valdemar Alves, o número de bombeiros a combater as chamas é “insuficiente” face aos incêndios que também destroem distritos vizinhos.
“É impossível acudirmos a todas as aldeias. Estamos a todo o custo a ver se nos chegam bombeiros de Lisboa”, realçou o autarca, visivelmente abalado, afirmando que a situação é “bastante dramática”.

Este incêndio, de acordo com a página da Proteção Civil, estava, às 21h00 deste sábado, a obrigar à intervenção de 264 bombeiros, dois meios aéreos e 83 viaturas. O fogo começou nos Escalos Fundeiros, no norte do distrito, e já obrigou ao corte do Itinerário Complementar 8, bastante a sul daquela ignição. A ausência de eletricidade e de comunicações está a preocupar a população, que, contactada pela Lusa, vê o vento forte a tornar-se adversário no combate às chamas.

“Não tenho ideia de ter uma situação como esta em Pedrógão Grande. O fogo esteve às portas da vila, a 50 metros”, disse, frisando que na localidade temeu-se o pior.

De acordo com informações da Proteção Civil, o bombeiro que esteve desaparecido foi encontrado ao início da noite. O incêndio lavra em Pedrógão Grande desde as 14h00 deste sábado.

Uma fonte dos bombeiros explicou que há igualmente vários civis feridos e que este incêndio já passou para o concelho de Figueiró dos Vinhos, também no distrito de Leiria, tendo adiantado ainda que vários carros de bombeiros foram destruídos pelo fogo, sem precisar quantos.

Notícia atualizada pela última vez às 9h06 de domingo.

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