Endividamento da economia atinge máximo de 723,6 mil milhões de euros

  • Margarida Peixoto
  • 22 Junho 2017

O endividamento público, das empresas e das famílias cresceu pelo quarto mês consecutivo. Foram as administrações públicas que deram o contributo mais significativo.

O endividamento total da economia — isto é, das administrações públicas, empresas e famílias, excluindo-se apenas os bancos — atingiu um máximo histórico em abril: 723,6 mil milhões de euros. O número foi revelado esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.

Quanto deve a economia portuguesa?

Fonte: Banco de Portugal

Desde janeiro deste ano que a economia portuguesa tem vindo a aumentar o seu nível de endividamento. Em dezembro de 2016 devia 715,2 mil milhões de euros, mas os aumentos têm sido consecutivos. Importará, contudo, avaliar a variação deste endividamento em proporção do PIB, dados que só são apurados trimestralmente. No primeiro trimestre deste ano o rácio do endividamento total era de 385,3% do PIB, ligeiramente abaixo dos 386,7% verificados em dezembro de 2016.

Em abril, a subida foi explicada sobretudo pelo acréscimo de endividamento das administrações públicas: em apenas um mês o endividamento público subiu 4.779 milhões de euros. As empresas privadas também estão mais endividadas, mas o salto foi bem mais ligeiro: 219 milhões de euros.

Já as famílias mantiveram o seu nível de endividamento praticamente inalterado (reduziu-se em dez milhões de euros), apesar de a composição desse endividamento ter sofrido uma ligeira alteração, já que o valor do endividamento para a habitação baixou 173 milhões de euros.

Contas feitas, o setor público deve 315,9 mil milhões de euros, enquanto o privado deve 407,7 mil milhões de euros.

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