BCE: Sistemas legais têm de estar preparados para aumento do malparado

  • Lusa e ECO
  • 30 Junho 2017

O Banco Central Europeu pediu a alguns países para prepararem os respetivos sistemas legais antes que aumente o número dos empréstimos em incumprimento dos bancos.

O Banco Central Europeu (BCE) instou alguns países a prepararem os respetivos sistemas legais antes que o número de créditos duvidosos dos bancos seja elevado para que seja possível uma resolução bancária.

O BCE publicou a última revisão das práticas de supervisão e marcos legais sobre créditos duvidosos em todos os países da Zona Euro. O documento descreve como se tratam os créditos duvidosos nos diferentes países da Zona Euro, com dados e descrições concretas por países.

"Uma das principais lições da crise financeira e a experiência em muitos países com elevados níveis de créditos duvidosos é que é necessário ser proativo e estar preparado antes que os níveis destes créditos sejam elevados.”

Banco Central Europeu

“Uma das principais lições da crise financeira e a experiência em muitos países com elevados níveis de créditos duvidosos é que é necessário ser proativo e estar preparado antes que os níveis destes créditos sejam elevados“, segundo o BCE.

O banco liderado por Mario Draghi afirma que as instituições financeiras deveriam adotar medidas em épocas mais tranquilas para que a gestão dos créditos duvidosos seja robusta. Mas o BCE afirma ainda que os bancos nalguns países não podem solucionar os créditos duvidosos de maneira eficiente por questões legais e estes têm um impacto negativo nos resultados dos bancos.

O presidente da Autoridade Bancária Europeia afirmou que “se houver vontade, há forma” de resolver este problema do malparado. Mas que dificilmente haverá uma solução europeia por não serem “viáveis politicamente”. Andrea Enria defende que o desenvolvimento de orientações comuns para a gestão a nível nacional dos empréstimos em incumprimento poderá ser importante para facilitar a limpeza do balanço dos bancos.

As conclusões do BCE são divulgadas numa altura em que o crédito malparado continua a pesar na rentabilidade dos bancos e a “inibir a capacidade das entidades de oferecer crédito à economia”, afirma o banco central. No final do terceiro trimestre de 2016 os empréstimos duvidosos dos bancos sistémicos da Zona Euro, que o BCE supervisiona diretamente, ascendiam a 921.000 milhões de euros.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BCE: Sistemas legais têm de estar preparados para aumento do malparado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião