Downburst terá ampliado incêndio de Pedrógão Grande

  • ECO
  • 2 Julho 2017

Relatório do Instituto Português do Mar e da Atmosfera dá conta de que incêndio de Pedrógão Grande foi intensificado em dois momentos: 19h20 e 20H40.

O relatório do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que desde sexta-feira está nas mãos de António Costa, considera que o que terá estado na origem da amplificação do incêndio de Pedrógão Grande que deflagrou no passado dia 17 de junho, terá sido um downburst- fenómenos em que correntes descendentes extremamente fortes e organizadas, ao atingir o solo, criam um escoamento horizontal divergente.

Esta conclusão surge no mesmo relatório em que o IPMA diz não existirem provas de que tenha sido uma descarga elétrica a causar o incêndio de Pedrógão Grande.

O fenómeno do downburst já tinha sido referida anteriormente pelo IPMA que adiantava que a “dinâmica gerada pela conjugação entre incêndio e instabilidade climatérica gerou no terreno condições excecionais para a propagação das chamas.

Agora no relatório de 120 páginas entregue esta sexta-feira ao Governo dá conta de que existiram dois momentos em que a dimensão das chamas foi mais intensa. Segundo o IPMA esses momentos terão sido registados entre as 19h20 e as 20h40 do dia 17 de junho. Nesses momentos de pico, terão sido atingidos 13 e 14 Kms de extensão vertical. E foi exatamente no período entre as 19h20 e as 20h40 que as chamas se intensificaram.

No relatório pode ler-se que essa amplificação do incêndio deve ser “o resultado de escoamento horizontal divergente que se propagou sobre a região do incêndio de Pedrógão Grande”. O documento acrescenta ainda que: “podemos concluir que a interação entre o escoamento divergente gerado pelas células convectivas e o incêndio iniciado conduziu a uma grande amplificação da pluma, em termos de extensão vertical e velocidade de propagação, não suscetível de previsão por modelos numéricos de previsão do tempo, e criando condições excecionais de propagação no terreno”.

 

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