Empresa paquistanesa investe dois milhões em Proença-a-Nova

  • ECO e Lusa
  • 4 Julho 2017

A Grainz , uma empresa paquistanesa de produtos alimentares, instalou-se em Proença-a-Nova num investimento de dois milhões de euros que vai criar já 20 postos de trabalho.

Uma empresa paquistanesa de produtos alimentares instalou-se em Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, num investimento de dois milhões de euros que vai criar já 20 postos de trabalho, foi anunciado esta terça-feira.

A Grainz está instalada num pavilhão com 2.400 metros quadrados, no Parque Empresarial de Proença-a-Nova (PEPA), sendo que o município local investiu 120 mil euros na recuperação da infraestrutura que foi cedida à empresa paquistanesa de produtos alimentares.

“Estamos a dar o pontapé de saída deste investimento em que cereais como arroz, lentilhas ou grão chegam em bruto e são descascados, selecionados, calibrados, embalados, armazenados e depois exportados, uma vez que a empresa faz parte de um grupo com mercados já estabelecidos. Proença-a-Nova é um polo intermédio entre o Paquistão e o mercado global”, refere em comunicado o presidente da Câmara Municipal, João Lobo.

A empresa irá ser responsável pela criação de cerca de duas dezenas de postos de trabalho numa primeira fase, estando previsto duplicar os trabalhadores dentro de três anos. O autarca explica que o facto de se disponibilizar um pavilhão já edificado foi fundamental para atrair a empresa.

“Conseguimos, através da Agência para o Investimento e o Comércio Externo de Portugal (AICEP), mostrar a diferenciação do nosso parque empresarial em que, além daquilo que é o lote de terreno com condições muito vantajosas, ofertamos também espaço edificado, reduzindo os custos de contexto para quem investe”, frisou.

"Conseguimos, através da Aicep, mostrar a diferenciação do nosso parque empresarial em que, além daquilo que é o lote de terreno com condições muito vantajosas, ofertamos também espaço edificado, reduzindo os custos de contexto para quem investe.”

João Lobo

Presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova

João Lobo sublinha ainda que, para o município, a primeira vantagem em apoiar a fixação de empresas diz respeito à fixação de pessoas, que permite ir contrariando a desertificação em territórios do Interior como Proença-a-Nova.

Em termos de investimento, há 32 projetos considerados de Potencial Interesse Nacional (PIN) em fase de acompanhamento que deverão criar mais de 23 mil postos de trabalho e exigir 5,7 milhões de euros em investimento, segundo os do Ministério dos Negócios Estrangeiros, avançados pelo Dinheiro Vivo. Estes projetos, que estão a ser avaliados pela Comissão Permanente de Apoio ao Investidor, estão em diferentes fases de desenvolvimento.

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