EDP nega conversas com Gas Natural com vista a fusão

Elétrica portuguesa diz que não há atualmente negociações em cima da mesa com vista a uma fusão com a Gas Natural.

A EDP nega a existência de negociações com a Gas Natural com vista a uma eventual fusão entre as duas empresas, um dia depois da notícia da agência Reuters a dar conta de que a empresa espanhola terá contactado a elétrica nacional no sentido de explorar um eventual processo de fusão.

Em comunicado enviado ao mercado, a EDP informa que “no seguimento da notícia difundida ontem, dia 3 de julho, pela agência Reuters com o título “Gas Natural aproxima-se da EDP com vista a fusão”, a EDP vem por este meio negar a existência de negociações entre as duas entidades sobre este tema“.

De acordo com aquela agência, a Gas Natural sondou a EDP para uma eventual fusão, numa operação que poderá ficar avaliada em cerca de 35 mil milhões de euros, criando a quarta maior empresa energética da Europa em valor de mercado. Na base deste interesse espanhol estará a intenção da Gas Natural de entrar em força no mercado da eletricidade.

"No seguimento da notícia difundida ontem, dia 3 de julho, pela agência Reuters com o título “Gas Natural aproxima-se da EDP com vista a fusão”, a EDP vem por este meio negar a existência de negociações entre as duas entidades sobre este tema.”

EDP

CMVM

As fontes confirmaram à agência de notícias que Isidre Fainé, CEO da Gas Natural, já terá contactado António Mexia, CEO da EDP, para avaliar se há interesse, ou não, nesse casamento. O ECO confirmou junto de fontes de mercado que estes contactos aconteceram, seguindo-se a conversações já tidas no passado.

Ao ECO, fonte oficial da empresa espanhola “nega existir quaisquer conversas com a EDP” nesse sentido.

As ações da EDP estão em forte valorização esta terça-feira, depois de dez sessões em queda. Valorizam 2,63% para 2,93 euros. Os analistas vêm com bons olhos este negócio por se tratarem de duas empresas cujos portfolios se complementam. Ainda assim, elencaram uma série de obstáculos que tornam a concretização da operação pouco provável, nomeadamente a “interferência política” de Lisboa e Madrid.

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