Governo vai dar apoio a 150 empresas no Web Summit. Mas só metade

  • Lusa
  • 4 Julho 2017

Depois de patrocinar na totalidade a participação de 67 startups no Web Summit do ano passado, o Governo decidiu reduzir para metade esse apoio, mas estendeu-o a 150 empresas.

O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, realçou esta terça-feira a importância que a Web Summit tem para o desenvolvimento da economia portuguesa, ajudando a atrair cada vez mais empreendedores e empresas de todo o mundo. “A Web Summit é uma montra para o país”, afirmou o responsável durante uma conferência de imprensa no Ministério da Economia, em Lisboa, após se ter reunido com elementos de várias das startups (empresas com rápido potencial de crescimento) portuguesas que participaram na edição de 2016.

No ano passado, o Governo financiou a 100% a participação de 67 empresas portuguesas escolhidas através da Startup Portugal que se mostraram na Web Summit e, para a edição deste ano (em novembro), o executivo vai apoiar 150 startups, mas decidiu reduzir para 50% o apoio. “Queremos apoiar mais empresas. No ano passado havia 67 empresas cuja participação foi totalmente financiada pelo Governo, mas houve outras startups portuguesas que foram escolhidas pela própria Web Summit e que não tinham qualquer apoio e isso não é justo”, justificou João Vasconcelos.

Segundo o governante, a opção por financiar apenas metade da verba em causa também se deve ao facto de o executivo considerar que há uma maior responsabilização das ‘startups’ se tiverem que avançar com 50% do montante da participação naquele que se apresenta como o maior evento tecnológico do mundo. “É uma decisão da Startup Portugal e a subida do número de empresas para 150 vai permitir uma maior representação das ‘startups’ portuguesas na Web Summit”, sublinhou.

João Vasconcelos também assinalou que este ano, ao contrário do que aconteceu em 2016, as startups vão ser todas selecionadas através dos critérios da própria Web Summit, pelo que o executivo vai avançar com o pagamento de 50% da participação para as primeiras 150 companhias apuradas. O secretário de Estado especificou ainda que o apoio direto às ‘startups’ em causa ascende a 100 mil euros, ao passo que o apoio global dado para que o evento decorra em Portugal é igual para os três anos contratualizados com a organização (2016, 2017 e 2018).

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