Telecomunicações mais caras em Portugal. Preços caem na Europa

Os preços das telecomunicações em Portugal aumentaram 0,33% em maio face a abril. Em termos anuais, os preços já aumentaram 2,30%, tendo caído na média da União Europeia.

Os preços das telecomunicações em Portugal voltaram a aumentar em maio, ao mesmo tempo que desceram na média da União Europeia (UE). Desde janeiro de 2014 que os portugueses estão sujeitos a aumentos mesmo superiores à taxa de inflação em serviços como acesso à internet, telefone fixo e móvel ou TV por subscrição.

No relatório da evolução dos preços respetivo a maio de 2017, publicado esta terça-feira pela Anacom, o regulador indica que “os preços das telecomunicações aumentaram 0,14% face a abril. O aumento é explicado com uma subida dos preços de “dois tarifários de internet móvel através” de computador ou tablet por parte de uma operadora, refere a entidade.

Foi ainda o sexto maior aumento de preços entre os países da UE em termos médios anuais, na ordem de 2,30% — isto é, nos período de doze meses terminado em maio. Em contrapartida, a média europeia caiu 0,33%. Desde março de 2011 que os preços das telecomunicações nacionais crescem a um ritmo superior à média da UE.

Nota para o facto de que, desde janeiro de 2014, “os preços das telecomunicações crescem a taxas médias anuais superiores à variação” da taxa de inflação. Em termos médios anuais, a variação de preços anual é 1,25 pontos percentuais acima da taxa de inflação de 1,04%, atualmente em voga.

O mercado de preços de retalho no setor das telecomunicações não é regulado. As operadoras costumam fazer uma atualização geral de preços todos os anos, ajustando-os ao nível da inflação, o que aconteceu duas vezes no ano passado como forma de compensação da despesa das operadoras na aquisição de conteúdos desportivos.

Os dados revelados indicam ainda que os preços das telecomunicações em Portugal cresceram 2,94% em maio deste ano comparativamente com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Anacom, este foi o décimo crescimento “mais elevado da economia portuguesa”.

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